Melanie Martinez – Crybaby

Acabou de sair o álbum de estreia da norte-americana Melanie Martinez e quando vi o álbum circulando na internet não fazia ideia de quem era essa menina. O nome até podia parecer familiar, mas nada nela me fazia lembrar de onde ou o porquê de soar conhecida. E, de fato não era.

Há muito tempo já não acompanho o The Voice americano, principalmente por ver que ninguém que tenha sido “descoberto” no programa fez sucesso e tá ai o motivo de não conhecer a Melanie. Ela participou da terceira temporada do programa, anos atrás – em 2012 – sendo eliminada no Top 6, e em 2014 lançou o seu primeiro EP.  Uma das faixa, Caroulsel, entrou para trilha da série American Horror Story.

Na última sexta, 14, foi lançado no mundo todo o álbum de estreia intitulado de Cry Baby. E de cara já vou entregar meu veredicto a respeito: EXCELENTE! Se considerarmos apenas as faixas da versão standard (treze faixas) dou a nota 9/10. Mas se tivermos que considerar as bônus, que vem na edição deluxe, a nota cai um pouco mas nada que faça o brilho desse álbum apagar.

O álbum é totalmente conceitual e surpreende com elementos que, ao prestar atenção, são repetidos em diversas faixas, mostrando uma continuidade, com uma narrativa que traz uma personagem, um alter ego (talvez) e que vai ser lindo ver as performances de divulgação e ver essa história sendo contada no palco.  A gente vai ter essa chance já que a cantora vem ao Brasil em novembro para fazer shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O disco abre com a faixa título Cry Baby que, de cara, já merece uma nota 9! No refrão ela braveja “…They call you cry baby, Cry baby, But you don’t fucking care, Cry baby, cry baby, So you laugh through your tears…”. O refrão vicia. Sério. Fica na cabeça e tô cantalorando há horas. Aí o disco vai para uma das faixas presentes no seu primeiro EP. A faixa Dollhouse com certeza é uma das melhores do álbum: “Please don’t let them look through the curtains” – tudo para manter as aparências.

É uma sequência da músicas que não dá vontade de avançar. O álbum está no repeat aqui desde a hora que comecei a ouvir de manhã. Sippy Cup é outra delícia. Achei que ela dava pra ter crescido nessa um pouquinho mas é ótima anyway. Aí vem Carousel e a coisa fica foda! Outra maravilha. Tá até ficando chato falar que o álbum é tão bom. Será que precisa comentar as faixas seguintes? Porque vem Alphabet Boy e é outra que merece nota 10! “You’re the Prince of the playground little Alphabet Boy”. Hummm!

Soap traz até som de bolhas! Fico imaginando a performance desta! Sério. Ouve e vê o que você acha. Aí vem Training Wheels – a mais lenta do álbum – e que tem uma letra que chega a ser inocente. No início me incomodou mas depois percebi que gostei mais que imaginava. Pity Party é outra da seção nota 10, mas aí vem Tag, You’re it e deve ser a ruinzinha do álbum, junto com a Milk & Cookie. Mas perceba! Já estamos nas faixas 9 e 10 e chegar até aqui sem nenhum comentário negativo já é uma grande vitória para ela. Não curtiu? É só pular e voltar para um disco consistente de tão bom.

As três últimas, da versão standard, são ótimas opções para encerrar o trabalho pois dá aquele gostinho de quero mais. Pacify Her é outra música que traz o som de uma caixinha de música, mas traz uma letra devastadora. “She’s getting on my nerves”, a se referir de outra garota que curte o mesmo cara. Mrs Potato Head e Mad Hatter podem ser as duas melhores do disco. A última traz uma sonoridade bem poderosa. Pode ser single, facilmente. Segundo ela “all the best people are crazy” e são mesmo!

As três faixas que compõe a versão deluxe são Play Date, Teddy Bear e Cake. Das três somente Cake merecia estar na versão standard. As outras duas, não são ruins, mas parece sobra e poderiam ser b-sides de single. Cake é inspiradora e traz uma mensagem: “I’m not a piece of cake for you to just discard”. Recado dado! Não iremos descartar! Vamos ouvir e aproveitar esse talento! Merece!

Nota: 90/100

Ouça e curta!

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