Casas de shows de Londres

Londres é um espetáculo! Poderia listar aqui uma infinidade de adjetivos que bem descreveriam a cidade mas ficaríamos aqui praticamente uma eternidade. É a minha cidade favorita e uma das cidades no mundo com mais shows legais acontecendo semanalmente, daqueles que matam a gente de inveja e nos faz querer ir neles sempre e sempre!

Quando tive a chance de morar lá, no ano passo, uma das coisas que eu havia prometido a mim mesmo era que tentaria conhecer o maior número de venues possível, desde que cabendo no meu orçamento e que os shows fossem do meu agrado. Fui em shows de Bastille, Kodaline, Birdy, Ellie Goulding, James Bay, Chloe Howl, entre outros e trago aqui um overview de algumas das casas e dos shows que frequentei por lá:

O2 Arena Localizada em Greenwich, em Londres, a casa é certamente a mais importante e conhecida da cidade. Tem capacidade para receber até vinte mil pessoas e grandes nomes da música já se apresentaram por lá. Em 2007/2008, as Spice Girls entraram no livro dos recordes por conta dos seus shows na arena. Foram 17 apresentações por lá da turnê de despedida e os ingressos esgotaram em 38 segundos!
Lá eu pude ver o show da Ellie Goulding e da Chloe Howl – que abriu o show principal. Incrível ver o tamanho da organização do local. Em todos os sentidos. Comprei meu ingresso assim que as vendas foram liberadas, meses antes da apresentação. Primeiro que o sistema foi bem fácil e sem nenhum problema. E optei pela retirada dos ingressos na bilheteria, no dia do show. Cheguei com uma hora de antecedência ao horário marcado – que foi pontualmente respeitado – e na bilheteria não havia uma pessoa se quer para retirar ingressos. Sem fila, na maior comodidade e tranquilidade. Dentro da Arena tudo se repetiu. Sem filas, sem transtornos. A revista dos seguranças de maneira ordenada e sem neuras. Uma experiência incrível. Ao término do show mais uma demonstração de total conforto. Na porta da Arena tem estação de metrô que estava muito bem preparada para receber a demanda de gente que estava saindo do local. Tudo foi tranquilo que parecia um dia de semana qualquer, sem nenhuma ocorrência.

Neste mês de setembro ainda tem One Direction. Em outubro tem U2 e ainda este ano shows de Imagine Dragons e Madonna!

 

Shepherd’s Bush Empire – Construído em 1903 para ser uma casa de concertos, o SBE, na década de 50 virou teatro da BBC onde eram apresentados programas de TV ao vivo. No inicio da década de 90 voltou a ser uma casa de shows com capacidade para aproximadamente 2 mil pessoas. Uma das apresentações mais memoráveis do local foi a de Amy Winehouse que rendeu o DVD lançado em 2007. Neste local pude ver os shows de Melanie C (2012), além de Rebecca Ferguson e Matt Cardle, em 2014. A construção arquitetônica do lugar é linda, pois mantém características da sua construção original. Por ser um lugar menor, já se espera que a estrutura e conveniência do local também seja completamente diferente. Mas apesar disso nada aconteceu por lá. Um transtorno ou outro como a demora em uma fila ou a dificuldade para se conseguir comprar uma bebida são quase imperceptíveis mesmo com o staff reduzido. Já a retirada na bilheteria pode ser confusa. Demoraram horrores para achar um ingresso meu lá e só tinha uma pessoa atendendo. Então imagina a fila que se formou atrás de mim. Nas outras ocasiões optei pelo ingresso impresso em casa.

Esse ano de 2015 ainda tem Kodaline, Tove Lo, R5, Rae Morris e Ella Henderson!

 

O2 Academy Brixton – Bem no bairro onde nasceu um dos nomes mais influentes da música de todos os tempos, David Bowie. O local foi aberto em 1929 como um cinema e entre idas e vindas abrindo e fechando passou a ser uma casa de shows nos anos 80. Na abertura teve o show dos lendários do UB40! Recebeu shows também do The Clash! A última apresentação dos Smiths foi lá. Sente o poder do lugar! A casa tem espaço para receber até quase 5 mil pessoas. Vi o show do Kodaline lá, com a abertura do James Bay. Por falar nele, na semana que vem, ele faz três shows ESGOTADOS por lá! Incrível também é ver um artista que no ano passado tava abrindo um show e neste ano retorna ao mesmo lugar fazendo três shows lotados. Por ser um local intermediário, em capacidade, se compararmos com as duas locações que apresentei logo acima, já posso considerar algumas diferenças. A primeira delas foi ver uma coisa que não tinha visto ainda por Londres: a presença de cambistas. E eram muitos. Desde a saída da estação do metrô até na porta da casa de espetáculos, descaradamente. O show do Kodaline estava esgotado, então a procura por ingressos no mercado paralelo era grande. A fila era grande, mas não era desorganizada. Fluía muito bem. Já os banheiros tinham aquela cara de show lotado e o staff não dava conta. A casa tem uma vantagem muito positiva que muito me agrada. O piso é inclinado o que permite que você tenha boa visão independente do lugar da casa que você esteja.

Até dezembro rolam por lá Miguel, Years & Years, Garbage, Ella Eyre, New Order, Of Monsters and Men e por aí vai.

 

KOKO – Misto de boate com casa de show. Fica num dos bairros mais legais e alternativos de Londres: Camden. Inaugurado em 1900 como um teatro, depois foi cinema, casa de shows, estúdio da BBC…. enfim, mil e uma utilidades ao longo dos anos. E hoje recebe shows e festas bem animadas da cidade. São 4 níveis e cabem aproximadamente 1400 pessoas. Capacidade inferior ao que cabia quando inaugurou, 2400. Mas quem vai ao lugar entende o porque da redução. O espaço pode parecer um pouco claustrofóbico pois precisa descer umas escadas e a área do show fica no nível abaixo do nível da rua. Não prestei atenção em saídas de emergência, mas depois fiquei pensando e pode ter problemas ali caso algo grave aconteça. Por estar num reduto punk da cidade o local foi palco de muitas bandas importantes como The Clash e Rolling Stones. Foi no KOKO que a Madonna fez seu primeiro show na Inglaterra. Ela inclusive voltou lá em 2005 para lançar o álbum Confessions on a Dancefloor. Prince e Coldplay também lançaram discos lá. No ano passado pude ver o show da Banks, um dos nomes indicados pela BBC como grandes promessas da música. Cheguei no lugar bem assustado pois não sabia da capacidade da casa e quando cheguei não tinha uma alma viva na porta. Até achei que estava no lugar errado, mas não. E detalhe: show estava esgotado. Pelo fato do palco ser no nível abaixo da rua, o barulho das pessoas também não vinha pra rua. A não ser o barulho de alguns que estavam no terraço da venue. De novo, nada de filas. Tenho uma inveja deles. Parece Brasil! haha e olha que os ingleses tiram sarro deles próprios dizendo que ingleses adoram uma fila. A casa é bem pequena e como tem quatro níveis as pessoas ficam divididas em vários ambientes e não concentradas apenas na área da pista, em frente ao palco.  O show da BANKS foi espetacular. Muito além do que eu poderia imaginar. E o show dela me fez chorar. Foi sensível e a iluminação do show foi um espetáculo a parte. Deu todo o charme e toque especial a apresentação e fez todo mundo ficar de queixo caído. No dia seguinte tinha outro show dela lá, mas também tava esgotado. Se não estivesse eu teria ido de novo, com toda certeza.

Nas próximas semanas tem shows do Duke Dumont, dos The Strypes, do Rhodes, John Newman, além de inúmeros shows do Club NME.