Álbum: Little Mix – Get Weird

Sendo praticamente a única girlband do UK em atividade, Little Mix tem a missão de agradar a gregos e troianos, meninos e meninas, jovens e não tão jovens apreciadores de música pop. Titio Simon faz o trabalho direito, divulgando bem e mantendo as moças bem visíveis no UK. Nos States infelizmente o reconhecimento não tem sido tão sólido. Só comparar as posições de Little Mix na Billboard com as do Fifith Harmony, exemplo. E a questão aqui não é “quem é melhor que quem”, mas convenhamos, muito mais fácil fazer sucesso nos EUA quando você é de lá. Mas vamos ao Get Weird.

A primeira música, Black Magic, a gente já conhecia: o primeiro single com refrão infantil e grudento que a gente adora; faixa bem produzida, cheia de “heys”, feita pra ser hit.

Love Me Like You, segundo single, é aquela faixa à primeira escuta parece não pertencer às meninas,tem uma pegada vintage, mas que mostra bem a harmonia das vozes e o potencial individual de cada integrante (ora, elas já mostraram que podem performar a canção ao vivo muito bem). Uma das mais adoráveis.

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A atmosfera vintage continua em Weird People com uma animação oitentista que lembra Hey Mickey da Toni Basil. Na letra elas admitem que são “pessoas estranhas” e que você também é estranho e todo mundo é estranho, mas tá tudo bem em ser estranho, gosto assim.

Uma mudada na vibe na próxima faixa, Secret Love Song, com participação de Jason Derulo. A necessidade da participação de Derulo aqui é bem duvidosa, mas pra uma girlband britânica que ainda está lutando pra se estabelecer nos States talvez essa parceria seja uma boa estratégia. No mais, uma baladinha apreciável, na qual as meninas mostram seu potencial vocal.

Hair também já tinha chegado aos nossos ouvidos antes do lançamento do álbum: um bom chega pra lá com atitude que coincidiu muito bem com o fim do noivado da integrante Perrie com o ex-1D Zayn. Elas até arriscam palavrão na música, uma certa audácia, mas ainda assim temos a sensação de estar assistindo um seriado infanto-juvenil. Em Grown elas querem deixar claro que estão evoluindo (“Don’t you know that I’m grown now?” / “Você não sabe que estou crescida agora?”) e que “Little” só no nome mesmo. I Love You é uma baladinha mediana, chega a ser uma filler, com uso razoável de sintetizadores.

OMG retoma o ânimo, com uso bem mais notável e bem colocado de sintetizadores e “oh na na oh”s que geralmente deixam uma faixa tediosa, mas nessa caso a tornou mais atraente e melódica. Para algum desavisado pode soar como uma música da Charli XCX.

Lightning tem um quê de tenebrosa, com um break no refrão que te faz pensar “tomara que elas apresentem essa música ao vivo e façam uma coreografia maravilhosa nessa parte por favor!”. Próxima faixa, A.D.I.D.A.S, te faz achar que o título é sobre a marca, mas na verdade é uma abreviação para “All Day I Dream About Sex”, mais uma vez mostrando a leve ousadia que as Little Mix estão se deixando expressar, mesmo que na parte em que deveriam falar a palavra “Sex” ouvimos um sussuro de silêncio, “shhh”. Love Me Or Leave Me, mais uma baladinha, mais uma faixa uma candidata a filler, um tanto frustrante depois de tanta música legal. The End é a última faixa (pelo menos da versão standard do álbum) e é toda cantada acapella, sublimando harmonia.

No geral quarteto mostra um amadurecimento leve, porem saudável. Algumas faixas candidatas a hits, poucas fillers, potencial vocal e personalidade em desenvolvimento são os ingredientes das Little Mix. E essa receita tem potencial. Aquele feitiço de Black Magic tem poder mesmo!

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Veredicto: 60/100

Faixas que você tem que escutar senão estará perdendo tempo de vida: “Love Me Like You”“OMG”, “Lightning”, “A.D.I.D.A.S”