Uma cinquentona como nenhuma outra!

Ela causa vários impactos culturais no mundo inteiro, e luta por razões polêmicas como mulher no mercado de trabalho, liberdade sexual, política, entre vários outras. Será que chegou a hora de Madonna lutar pelos direitos dos idosos?

Voltamos a 1984, quando ela chocou a família tradicional ao se apresentar vestida de noiva, cantando sobre como se sentir e simular masturbação em cima do palco, mostrando a calcinha. Para a época, isso foi algo surreal, mas a apresentação fez a música, Like A Virgin, atingir o #1 no Hot 100 da Billboard, e seu disco se tornou o primeiro álbum de uma cantora a vender 20 milhões de cópias.

 

Anos depois, a mesma apareceu beijando um santo negro, num clipe com cruzes em chamas e estupro.

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Like A Prayer

“É a história de uma menina que estava loucamente apaixonada por um homem negro, situado no Sul, com este caso de amor proibido inter-racial. E o cara por quem ela está apaixonada canta em um coral. Então, ela está obcecada por ele e vai à igreja todo o tempo. E, em seguida, isso se transforma em uma história maior, que era sobre o racismo e a intolerância.” – disse madonna

Com Justify My Love, ela nos apresentou o primeiro vídeo-single da história, mas ele foi banido da MTV por mostrar abertamente assuntos relacionados à sexualidade. Confira e me diga se hoje em dia ele conseguiria passar  despercebido:

Em seu quinto álbum,  Erotica, ela cantou sobre liberdade sexual num período pós-AIDS, aceitação do diferente, preconceito e hipocrisia. E, foi lançado junto com o sexbook

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Com Ray Of Light (1998), Madonna conseguiu chamar atenção para o seu talento enquanto cantora, compositora e produtora. Na época, críticos viravam o nariz para mulheres do pop como ela, por acharem que não tinham conteúdo algum. Ele é considerado até hoje como um divisor de águas na música pop mundial na década de 90, e um dos melhores álbuns da carreira dela.

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Não falarei nada sobre esse daqui, vejam vocês mesmos:

Já em 2003, ela uniu as princesas do pop Britney Spears e Christina Aguilera, e voltou ao palco do VMA numa performance que fez ferver as discussões sobre o casamento igualitário, dando visibilidade a comunidade LGBT e indo – mais uma vez – contra o preconceito.

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Eis que, ela mostrou para o mundo, que uma cinquentona tem o direito de namorar quem ela quiser, até mesmo o JesusLuz (na época, com 21 anos), seu toy boy.

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Depois disso tudo, quando achávamos que não haveria mais nada que pudesse ser polemizado por ela, Madonna aparece lutando contra o ageismo (termo cunhado, em 1969, pelo médico gerontólogo e psiquiatra Robert Neil Butler e diz respeito à discriminação ou estereótipos de pessoas ou grupo com base na idade desses indivíduos).

 

www.absolumentmadonna.fr

Atualmente ela compete com as artistas mais novas, que se inspiraram nela para fazer o que fazem, e não deixa a desejar em absolutamente nada, mas suas músicas e vídeos são pouco explorados pela mídia, e a única coisa que pode justificar tal desmerecimento, é o fato de ela ter idade avançada. E engana-se quem acha que isso a intimida. Madonna soltou o verbo:

“Ainda é o único assunto que as pessoas podem criticar sem ser punidas. O assunto idade ainda é o único em que você pode discriminar alguém e falar merda. Somente mulheres sofrem com isso, homens não. Por isso ainda vivemos em uma sociedade muito machista. Ninguém ousaria fazer um comentário maldoso sobre ser negro ou fazer uma observação degradante no Instagram sobre alguém ser gay, mas podem falar sobre a minha idade.”

O fato é que ela se mantém no mercado pelo seu nome. É a única e eterna rainha. Mas suas músicas já não causam tanto impacto como antes, e ela nem chega a concorrer em premiações, mesmo trabalhando com artistas que estão no mainstream.

Em um tweet, ela disse que Living For Love – primeiro single do décimo terceiro álbum – foi banido das rádios por conta de seus 50 e tantos anos. Seus fãs – que não são poucos – entraram na briga com ela, nas redes sociais.

Mas apesar de toda crítica que ela vem enfrentando há um tempo, Madonna mostra que não há regras para mulheres de cinquenta anos! E foi além, no tapete vermelho do Grammy desse ano, sua bunda fez parte de seu outfit:

57th GRAMMY Awards - Arrivals“essa é a bunda de uma mulher de 56 anos, seus malditos! Se eu tenho que ser a pessoa que abre as portas para as mulheres acreditarem e abraçarem o fato de que elas podem ser sensuais, terem boa aparência e serem tão relevantes em seus 50 ou 60, ou mesmo com apenas 20 anos, então que assim seja”.

E essa briga está apenas começando… #MayGodBlessTheQueen

Se ainda duvidam do poder das cinquentonas, deixo vocês com esse vídeo: