Rachel Platten e seu pop requintado

Aos cinco minutos do primeiro tempo de 2016, ela decide lançar o terceiro álbum de sua carreira.

Wildfire foi lançado já no dia 1º de janeiro de forma bem modesta. Seus singles ainda não ganharam a notoriedade merecida, mas no fim compõe um grande disco.

Rachel Platten ainda é uma desconhecida do grande público. Seu primeiro disco, Trust in Me, já era lançado em 2003. Oito anos depois ela chegava a seu segundo álbum, o intitulado Be Here, ainda com pouca representatividade Rachel passou a trabalhar em seu terceiro ato.

Foi em 2015 que ela lançou sua música de maior notoriedade: Fight Song.

Fight Song integrava seu EP de mesmo nome, lançado como um preparo para o que viria a seguir: o Wildfire.

O álbum é bem clichê, afinal para um disco totalmente pop, fugir, se distanciar de outros é bem difícil, mas Rachel tem um diferencial: Ela soube misturar boa produção musical com suas letras bem escritas e uma voz impecável.

Voz essa que chega a nossos ouvidos de forma graciosa, o que não deixa seu disco se tornar cansativo.

Stand By You é o seu atual single:

Abre o álbum de forma grandiosa, porém é aí que mora a mesmice: se parece com muito que a gente já ouviu em outros álbuns de outros artistas.
Em Hey Hey Hallelujah, sua parceria com Andy Grammer, ela se mostra mais versátil, mais ousada.

Speechless é uma grande canção: melodia, voz, letra e produção impecáveis!
Beating Me Up e Fight Song são duas daquelas canções que nos fazem por no último volume nos fones de ouvido e sair cantando como se não houvesse um amanhã!

Better Place é arrastada, mas ela se recupera em Lone Ranger com uma vibe mais animada e diferente das canções anteriores, melhor música do álbum.

You Don’t Know My Heart é fiel a disco enquanto Angels in Chelsea se distancia um pouco. Mas ambas as músicas têm personalidade, são boas e não deixam a desejar a nenhuma grande música pop.

E ela encerra de forma grandiosa, com Congratulations e Superman.

Rachel Platten acertou em cheio tudo que ela fez em seu terceiro disco. Por mais clichê que seja, Rachel soube a medida certa de tudo, ela não comete erros aqui, nem exageros.

As músicas se entendem bem, conseguimos ouvir sem precisar pular alguma faixa, todas tem potencial. Um grande disco de um nome ainda pouco conhecido, mas se bem trabalhado vai longe.

Ouça:

spotify:album:0mFDIOqypzHp6Xd0el1hoT

Nota: 75/100

Tagged with: