O ápice da carreira de Panic! At The Disco

Em meados de 2005 dois estilos musicais bem distintos eram populares: A Black Music e suas vertentes – artistas como Alicia Keys, Ciara e Usher dominavam as paradas da época – e o Rock, mais especificamente o apelidado Emocore.

O Emocore estava em seu ápice na época, o que originou inúmeras bandas, dentre elas o Panic! At The Disco.

Mas o Panic! tinha um diferencial: misturavam em seus trabalhos influências do teatro com uma pequena “pitada” de música pop. Por fim é uma das pouquíssimas bandas que permanecem até hoje em atividade – obviamente com algumas trocas na composição da banda.

A banda formada em Las Vegas, chamou a atenção há poucas semanas por estrear com seu atual disco, Death Of Barchelor, em primeiro lugar na lista entre os mais vendidos nos Estados Unidos.

O disco, devo ressaltar, imprime a melhor forma da banda, maduro e de ótima qualidade.

O instrumental de todas as faixas é caprichado, mistura a influência que o Hardcore Punk tem sobre o Emocore. É emocional, teatral e criativo, e tudo funciona absolutamente muito bem. Não há uma só faixa que faça com que a qualidade do disco seja questionada.

Victorious  e Don’t Threaten Me With A Good Time são as faixa que abrem o disco, têm elementos básicos das melhores músicas do gênero, são bem trabalhadas nos vocais e bem produzidas em seu instrumental.

Hallelujah tem um fundo sessentista, nos remete a bons momentos, outra com uma pegada mais pop é Emperor’s New Clothes. A canção título Death Of A Bachelor é a melhor do disco!

Talvez a canção que mais nos remete aos trabalhos anteriores da banda, Golden Days, tem ótimos arranjos. The Good, The Bad and The Dirty é outra ótima canção a ser mencionada, mesmo usando de artifícios não muito originais.

House Of Memories e The Impossible Year encerram o disco. Destaca-se ainda os ótimos vocais de Ben Urie na última faixa, bem simplória aliás e excelente.

Nota: 80/100

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