Escutei o novo álbum do Macklemore & Ryan Lewis…

Eu tinha ouvido falar sobre Macklemore & Ryan Lewis, e confesso que já ouvi um hit ali, outro acolá, como esse aqui:

 

 

O último álbum lançado pelos meninos – The Heist – dançou  no top 5 de paradas como a Billboard americana. Isso lá em 2012/2013. Hoje, com álbum novo no mercado (The Unruly Mess I’ve Made), eu resolvi tirar um tempinho para escutar o som deles. Será que eles me inspiraram? Vem comigo!

Logo de cara, ele cita nomes como Britney e Madonna ao questionar a fama, seus efeitos, suas causas, suas consequências, etc. Nada que outras pessoas ainda não tenham levantado em suas canções. Até a própria Britney já viveu, sofreu, e cantou sobre isso. As batidas também não são das mais empolgantes.

Falando em batidas, é o que se pode levar em consideração quando não se entende o que eles cantam, né? É difícil, eu sei. Mas pensem nas músicas da Minaj ou Iggy, vocês conseguem entender 100% do que elas cantam? Mas se empolgam quando escutam elas? Experimentem escutar esse álbum do Macklemore, e me digam o que ele causou em vocês, depois.

Dei uma adiantada e cheguei em Downtown. Confesso que a sensação foi boa e ruim ao mesmo tempo. Sabem porque? O tema e as melodias das faixas anteriores criaram uma atmosfera/vibe que foi completamente quebrada agora. Ao mesmo tempo, ela trouxe uma empolgação/animação que estava em falta. E vocês já devem conhecer:

O álbum entra nesse clima de hip hop bobo e já batido, mas que não nos deixa ficar quietos, com os pés e/ou ombros no lugar. E sinto que nem tudo está perdido…

 

 

Ed Sheeran chega com o Ben Haggerty (o nome do Macklemore) e traz a primeira faixa inspiradora: Growing Up. É simplesmente encantadora e charmosa. Trata-se de uma mensagem de amor para a filha do Ben, Sloane. Vocês vão sentir o que eu senti.

E em seguida, eles trazem o single recém lançado, Kevin. Em parceria com o incrível Leon Bridges. Escutem, vejam:

 

 

Nas letras do álbum, pude notar que o Macklemore não poupa quando o assunto é seu envolvimento com as drogas e o álcool. Ele desenrola tudo em suas rimas, como se fosse uma maneira de exorcizar isso.  Suas experiências pessoais trazem vida para suas músicas.

O álbum encerra com a faixa White Privilege II, onde ele traz uma mensagem de apoio aos artistas negros. A faixa em si, é fraca. Nada surpreendente. Mas por ter esse tema, merece uma atenção. Aliás, a atenção dada por ele, foi tanta que ela ganhou até um site próprio:

 

White Privilege II

 

Vamos ver até onde ele vai chegar propondo o diálogo em volta desse assunto que anda acesso pelo mundo, principalmente pelos EUA.

 

 

 

A minha nota? 55/100