Álbum: Gwen Stefani – This Is What The Truth Feels Like

Demorou mas saiu! Gwen Stefani estava falando em lançar seu terceiro álbum solo desde 2014, quando os singles Baby Don’t LieSpark The Fire foram lançados. Curiosamente esses singles não estão em This is What The Truth Feels Like.

Em 2015 seria lançado o single que viria a ser o primeiro single oficial do disco: Used To love You (fizemos review aqui), e finalmente Gwen estava tomando uma direção. Pra mostrar que ainda é ditadora de tendências e não uma seguidora, Stefani lançou durante o Grammy 2016 o primeiro videoclipe produzido, filmado e exibido ao vivo ao mesmo tempo pra seu maravilhoso single Make Me Like You (review aqui).

À primeira escuta entendemos a razão de Gwen ter deixado os singles lançados em 2014 de fora. Como o título do álbum diz, ela quer ser verdadeira. O disco é sem dúvida sobre ela: a mulher de 47 anos (mas com aparência de 34) que acabou de passar por um divórcio e buscava uma direção (não só na vida amorosa, mas musicalmente também) e encontrou um novo amor que a fez revigorante novamente. Só temos a te agradecer Blake Shelton.

BEVERLY HILLS, CA - FEBRUARY 14:  Recording artists Blake Shelton (L) and Gwen Stefani attend the 2016 Pre-GRAMMY Gala and Salute to Industry Icons honoring Irving Azoff at The Beverly Hilton Hotel on February 14, 2016 in Beverly Hills, California.  (Photo by Kevin Mazur/WireImage)
(Photo by Kevin Mazur/WireImage)

Misery, faixa que abre o disco, é bem um resumo deste conceito. Apesar do título sugerir uma clima de lamentação, não é nada disso. Ouvimos frases como “You’re like drugs to me” (Você é como drogas pra mim) e “Put me out of my misery” (me tira da miséria), logo Stefani coloca aqui uma missão em forma de ordem pro sr Shelton.

A maravilhosa Where Would I Be? poderia muito bem ser confundida com uma música do No Doubt, bem ska, bem pop/rock com influências reggae. Os gemidos de Gwen quando ouve-se “What? Uh, uh” são inconfundivelmente seus e bem divertidos.

A emotiva Truth é uma das melhores faixas aqui. “Something about this just feels so right” (Algo sobre isso parece tão certo) declara Gwen no refrão. Muito mais do que um recomeço – de vida amorosa ou não  – o que realmente traz uma sensação de consistência e parece tão certo é o disco como um todo.

Em Send Me a Picture o retrato de paixões e ansiedades na sociedade atual é demonstrado. Aqui qualquer um pode sentir que Gwen está falando de si. “I wanna see you right now with no filter, take another snapchat in the mirror” (Quero te ver sem filtro nenhum, tire outro snapchat no espelho) e outras trechos dessa faixa expressam bem como usamos redes sociais e demais tecnologias pra nos comunicar com pretendentes amorosos, não é mesmo (nem adianta negar hein)?

As faixas no geral são de fácil proveito. Red Flag e Asking 4 It (com participação de Fetty Wap) talvez sejam as únicas de difícil digestão no disco todo. Mas é uma pena que, com excessão de Make Me Like You nenhuma outra tem cara de potencial hit. Talvez a verdade tenha prevalecido sobre a ânsia de ter um sucesso radiofônico aqui.

Faixas que você deve ouvir senão estará perdendo tempo de vida: Make Me Like YouWhere Would I Be?Truth

Veredicto: 65/100