O surpreendente disco de MAX

Na lista quase infinita de dicas do que ouvir em serviços de Streaming e na internet, muitas vezes a gente se depara com verdadeiras e gratas surpresas. O disco Hell’s Kitchen Angel, do músico MAX, é um desses grandes e maravilhosos achados.

Max Schneider é um jovem de apenas 23 anos nascido nos Estados Unidos, começou a carreira aos 3 anos de idade atuando, mas só conseguindo um agente aos 14. Ainda participou de algumas séries americanas, atuando e compondo músicas pra suas trilhas sonoras. Seu primeiro disco autoral é o NWL de 2015, financiado através do Kickstarter, ainda em 2015 ele assinava com a gravadora DCD2 e iniciado a produção do seu segundo disco.

Hell’s Kitchen Angels é a canção título e a que inicia e nos introduz ao disco, tem uma sonoridade que nos lembra muito o que Bruno Mars já fez inúmeras vezes, um pop bem anos 80 que aqui ganha uma roupagem mais moderninha. Gibberish sua parceria com Hoodie Allen é a melhor faixa do álbum, dançante, competente e especialmente bem produzida.

Seguimos com Wrong (parceria com Lil Uzi Vert) que segue quase a mesma fórmula da anterior, é uma ótima faixa também, embora se torne um pouco repetitiva, Holla, a seguinte canção tem uma pegada mais diferente das faixas até aqui. Outra grande faixa: Lights Down Low, quebra todo o ritmo do disco, é um alívio na tracklist e muito bem posicionada.

10 Victoria’s Secret Models é dançante, romântica, tem tudo pra virar um hit, assim como Home, a faixa seguinte. Um outro ponto alto do cd: a faixa Mug Shot. A música é resultado da parceria com a rapper Sirah, carrega elementos do Funk tradicional com uma roupagem moderna, uma faixa brilhante. Basemente Park é uma boa faixa pop que poderia ter sido melhor até, e pra finalizar a ótima Lost My Way.

O disco é uma ótima surpresa do começo ao fim, todas as faixas funcionam bem em conjunto, tornando o álbum linear, focado e coeso. É fundamental, aliás, ressaltar o impecável trabalho da produção em cada faixa embora peque talvez na repetição de algumas músicas – algumas delas se parecem demais com outras. Outro pecado de Hell’s Kitchen Angel: deveria trazer mais faixas, o disco termina com um gosto de “quero mais”.

Nota: 90/100