Tenham piedade de nós…

Tenho medo de escrever quando grandes nomes da música partem. Levei alguns dias para cair a ficha que perdemos mais um daqueles que fazem parte de uma constelação que a gente jamais vai chegar perto. Nada do que é escrito consegue traduzir o que uma partida deste tipo significa para nossa cultura e para nosso humor.

Ele trazia no nome aquilo que mais o representava, um príncipe. Prince vai ser lembrado por muitas gerações como um dos maiores artistas que esse planeta já viu. Pode soar exagerado para alguns, mas para outros é a mais pura verdade. E quando digo outros que concordam me refiro a pessoas bem comuns como Madonna e Beyoncé. Lendo as milhares de notícias que circularam após a divulgação da sua morte, me deparo com uma que afirmava que Prince foi para os anos 80 o que o Bowie foi para os 70. E é triste pensar que esses dois saíram de cena neste ano.

Diferente do efeito que a morte de Bowie causou em mim – muita tristeza, parecia que fazia parte da minha família, com Prince foi diferente. Não me parecia real. Alguns dias antes havia comprado justamente o vinil do filme Purple Rain que consagrou o cantor para o mundo todo. Uma coincidência. Nunca tinha comprado nada dele. Tinha escutado algumas coisas aqui e ali, sabia da sua importância e relevância para o cenário musical e para a moda, mas não sou um conhecedor da sua obra. Que pena. Gostaria de ter sido. Mas muito mais do que isso, gostaria de ter vivido os anos 80 e ter vivenciado os seus dias de glória, assim como os de Michael que também já se foi.

O mundo perde. A cultura Pop perde. Todo mundo perde. Quando a gente perde mentes brilhantes e capazes de acender uma nova luz sobre algo que todo mundo tá fazendo igual chega a ser uma afronta. Pessoas assim jamais poderiam ter esse tipo de fim. Deveriam ganhar uma poção da eternidade… O Prince, pelo menos, bebeu a dose dele e sua obra e seu legado serão lembrados pra sempre!

Tenham piedade de nós.

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