Biel cheio de malícia no seu primeiro disco

“Eu decifro seu corpo sem ter manual…”
“Nada tem sabor depois que prova do Biel…”

Isso é covardia Biel!

Esse é um dos versos do seu maior hit até o momento: Química, o primeiro single oficial do disco Juntos Vamos Além que chegou ao mercado há pouco mais de uma semana. O primeiro disco do cantor de 20 anos.

Euzinho, todo pimpão, fui lá e comprei o disco. Sério. Já tinha ouvido ele na íntegra, via Spotify, mas queria prestigiar o trabalho do menino. E sabe por que? Me dei conta que ele é hoje o único representante masculino da cultura pop brasileira. Tem outros nomes, mas o Biel é um fenômeno popular. Daqueles que muitos julgam ser passageiro e só o tempo e seu empenho é que vão dar a resposta definitiva para isso.

Pois bem, comprei o disco. E cá estou ouvindo atentamente pra falar sobre a minha experiência com o Biel. Bom, experiência só auditiva musical que fique bem claro. Saco.

Juntos Vamos Além tem de tudo. De coisas interessantes, hits até coisas que não entendo para que lançam, mas pensando bem tem a função de preencher o disco e pronto. Ninguém nem vai lembrar dessas, nem ele mesmo. Mas no montante todo o disco é bom, sim! É sempre importante ressaltar que o Biel é um jovem adulto de 20 anos e que tem muita energia das suas relações e da sua ousadia para expor. Tudo tem malícia. As novinhas adoram. Sua base de fãs são claramente as meninas de 14-16 anos que gritam enlouquecidamente em seus shows e bombardeiam os comentários nas redes sociais onde posta inúmeras fotos sensualizando, como a do Snap na semana passada, né?

BielSnap

“Começa beijando minha orelha
Já me provocando, falando gracinha
Enquanto ela se ajoelha
Já se preparando com aquela carinha

Meu Deus que boquinha
Adoro essa linguinha
Com cara de levada, danada
Eu gosto assim” (Boquinha – Biel)

Se Ludmilla e Anitta são os grandes nomes do funk nacional atualmente, Biel é o representante masculino dessa nova leva que mistura do funk com o pop e transforma uma onda de que o funk é só baixaria e putaria. Ele se utiliza da malícia mas não força. Não é à toa o sucesso que vem fazendo e aceitação que vem tendo no mercado. Sua produção e assessoria estão inclusive de parabéns, conseguiram fazer o menino emplacar em todos os programas de TV que existem e tocar em rádios de norte a sul do país.

Em Juntos Vamos Além ele flerta também com outros estilos – mesmo que dentro do mesmo espectro musical. Sua parceria com a Ludmilla é Melhor Assim é um erro no disco. A parceria por si é bem interessante, mas a tentativa de transformar ele num rapper e mudar a sua forma ritmada de cantar não ficou boa. Já Ludmilla acertou completamente. Ela está em ótima forma! Aí você percebe que o erro do Biel é em querer ser romântico. Todo mundo espera o Biel malicioso, safado. E quando vem uma baladinha não soa de verdade. Isso acontece também em Basta Ser Intenso. Pode pular sem dó.

O bom é que ele está Cheio de Maldade. “Fecha os olhos e abre a boca e sente meu sabor!“. Rola até ostentação no disco em Tô Tirando Onda. Chega a ser engraçada. Agora em Slowmotion a gente já fica imaginando ele fazendo a coreografia. Bom, melhor nem pensar. 

No geral Biel tem uma estreia que ele pode se orgulhar. O disco não perde em nada para as produções das moças que estão dominando as rádios do país. A Warner investiu pesado. Não dá para agradar o tempo tudo, em todas as faixas mas é inegável que o disco é recheado de hits e faixas que devem tocar em festas de vários níveis da sociedade e isso é o mais legal.

“Açúcar É o CARA***, MAMÃE PASSOU PIMENTA!”

Nota: 65/100

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