O mundo não seria o mundo sem as Divas!

O que seria da música sem as Grandes Divas?!

Nada gera tanto buzz nas redes sociais quanto discussões entre fã-bases das estrelas da música pop que certamente estão lá cagando para o que anda acontecendo com seus adoráveis seguidores. Na verdade elas devem até gostar, pois colocam o seu nome nos holofotes gratuitamente. Publicidade melhor não há. Claro que há o lado negativo da história, principalmente os inúmeros ataques desnecessários e preconceituosos que regem essa disputa virtual, mas o que els mais querem é defender suas eternas divas com unhas e dentes.

Não se sabe ao certo quando o culto às cantoras pop começou a se evidenciar tão mais claramente. Me arriscaria que foi nos anos 70 principalmente com o boom de nomes como Donna Summer e Diana Ross. Eternas divas da música. Antes disso claro que havia nomes poderosos e dignos do título, mas as mulheres sofriam muito mais com preconceito e eram rebaixadas de uma maneira que certamente não poderiam carregar nenhum título que de fato merecessem.

Morta há quatro anos Donna Summer foi considerada a Rainha da Disco Music. E ninguém nunca conseguiu tirar esse seu título. Não adianta. Todos os grandes nomes da atualidade tem elementos em suas carreiras que são associados imediatamente aos trabalhos que Donna Summer produziu. Beyoncé inclusive já sampleou materiais da diva da Disco. Madonna também.

Diana Ross é outra quase unanimidade. Dona de uma voz MARAVILHOSA, a cantora está em atividade desde o final da década de 50!!!!! Fez parte de um dos grupos femininos mais importantes da história da música, The Supremes, até que anos depois seguiu sua carreira solo. Seu mais recente lançamento chegou ao mercado no ano passado! Diana conquistou fama global quando interpretou Billie Holiday no cinema, no início da década de 70, foi indicada ao Oscar de melhor atriz e faturou o prêmio de Atriz Relevação no Globo de Ouro!

A cultura das drag queens ajudou muito a reforçar a importância e a relevância das divas na arte, na cultura pop. Só são imitadas aquelas que realmente significam algo. Ninguém quer imitar algo que seja fracassado. As drags começaram a criar alter-egos espelhados na figura dessas divas que se apresentam com looks invejáveis, maquiagens perfeitas, cabelos belíssimos e cheia de caras e bocas, claro.

Imagina que chatice seria a música e o mundo sem essas pessoas para gente poder amar e idolatrar? O mais importante é a gente perceber que elas presenteiam a gente de inúmeras formas, seja com suas vozes, carisma, talento ou mesmo ajudam a fazer da indústria da música um cenário, muitas vezes artificial, mas que sempre se renova e busca novas caras para representar o que todo mundo quer, uma diva para amar. E repare: tem espaço para todas elas.

Os anos 80 trouxe outros nomes que são consideradas grandes divas até hoje. Kylie Minogue virou ícone gay. A eterna e inigualável Madonna é e sempre será a Rainha do Pop. Não há ninguém que pode tirar esse título dela. É a cantora que mais vendeu discos na história. Coleciona hits, mas muito além disso: ela verdadeiramente representa uma transformação cultural no mundo. A cultura pop pode ser classificada claramente de antes e pós Madonna. O impacto na cultura e na vida das pessoas pela sua representatividade frente às mulheres, pela sua luta contra o sexismo, pela liberdade de expressão (corporal, oral e tudo mais)… Madonna quebrou paradigmas, esfregou na cara das pessoas que ela não estava nem aí com suas crenças e dogmas e transformou a indústria para sempre. Como uma virgem. Tem todos os atributos de diva.

E o que falar do sucesso explosivo de Whitney Houston? Sucesso atrás de sucesso com uma voz que faz arrepiar até hoje. Para alguns ela era piegas e cafona. Para outros uma das maiores vozes que este planeta já viu. Pudera, né? Das músicas dançantes às músicas chorosas. Esbanjava sua voz poderosa sem dó e jogava na cara de todo mundo que ela era diva SIM! haha!

Mariah Carey e Celine Dion podem ser consideradas as divas dos anos 90. Mariah é um dos nomes que mais venderam discos, que mais acumula #1 nos principais charts do mundo todo e sua voz e tiques são imitados e arrastam uma legião de fãs, principalmente gays. Ser diva é estar em contato principalmente com a cultura gay. É a relação da troca. De se espelhar. De buscar na sua diva uma forma de expressão com a qual lhe identifique. Criam-se elos como os de alguém que gostaria de ser ela. Vá numa festa gay e veja como grande parte se comporta quando a música da sua diva toca! É um desfile de performances invejavelmente caprichadas! Divertidas! Maravilhosas!

O problema é que todo mundo virou diva. Tem cantora que não saiu das fraldas ou de um seriadozinho da Disney e é Diva! É diva pra lá, é diva pra cá e por isso que tem aqueles arranca-rabo que comentei aqui anteriormente. É muita diva para pouco espaço. Mas graças a Deus que elas existem!