Reflexões de Zeca Baleiro em seu novo disco

No último dia dia 13 chegou às lojas e plataformas digitais o 13º disco de estúdio da carreira do maranhense Zeca Baleiro.

O disco em si nos trás reflexões sinceras e profundas a cerca de temas diversos, nele Zeca entoa sobre o que pensa e sente o que deixa tudo com um toque especial, além da marca registrada do artista.

O disco já começa com a canção título e primeiro single, do qual Zeca diz em comunicado: “A canção ‘Era Domingo’ foi composta há cerca de dois anos, num amanhecer (de um domingo, naturalmente) em Fortaleza, Ceará, durante a turnê do show ‘Chão de Giz’, depois de interminável noite de insônia. É uma canção sobre luz e sombra, solidão e esperança, ou, trocando em miúdos, da sobrevivência da alma no mundo contemporâneo”.

Em Ela Parou No Sinal, há do melhor da world music, uma letra que poderia ser simples, ou esquecível, mas que nos moldes do que é o trabalho de Baleiro, se torna grande, distorce bem da canção anterior. Com uma pitada mais ‘rock’ temos Balada do Oitavo Andar, a mais pop da lista.

Você vive de mentira (…)” É assim que se inicia a canção seguinte, De Mentira, a mais verdadeira das canções aqui, e não é uma troca ‘barata’ de palavras, é uma reflexão aos excessos e mentiras que contamos a nós mesmos, por conta do que pensam ou dizem.

Homem Só poderia ser considerada a maior das considerações feitas dentre as músicas do álbum, um hino à solidão, àquela solidão que inspira e influencia. A canção com a sonoridade mais diferenciada, Desejo de Matar, que fala de alguma desilusão, reflete sobre o sentimento que permanece após algo que passou.

Seria o amor uma invenção? Para responder essa questão, ou na verdade, aumentar mais ainda a nossa dúvida, chegamos a O Amor É Invenção, mas na troca de palavras ele nos faz realmente duvidar de nossas certezas quanto ao amor, será que é tudo isso que pensamos? Ou será que é muito mais do que esperamos?

Deserta pode ser considerada o ponto baixo do cd, mas ainda assim é forte em seus versos, em Pequena Canção uma sonoridade inspiradora. Desesperança (Sobre Poema de Sousândrade), um poema, uma reflexão, uma obra prima. E pra fechar esse grande trabalho Ultimamente Nada.

O disco é grande e se utiliza das melhores ferramentas de Zeca Baleiro: a voz doce, calma e ao mesmo tempo forte, e o incrível talento de jogar com as palavras, os dizeres, seus sentimentos.

Uma completa série de reflexões, que questiona, se declara e o melhor, nos inspira!

Nota: 85/100

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