Ariana Grande: inofensiva em novo disco

É chegado em 2016 e finalmente temos “em mãos” o novo disco de Ariana Grande, após algumas alterações na data e o fracasso comercial do até então primeiro single, Focus, eis que a data de lançamento foi finalmente confirmada e o disco ganhou vida.

Ariana chega com um terceiro disco mais maduro e reunindo o que ela fez de melhor nos discos anteriores, é nítida a maturidade da moça, dessa vez se utilizando de uma produção mais requintada e com parcerias interessantes.

Voz: tá aí algo que Ariana nunca – ou quase nunca – vai errar, ela é precisa e madura, mede sua potência na medida certa de acordo com o que ela está cantando.

Embora todos os prós ao disco, à cantora e à produção, Dangerous Woman tem um começo pra lá de chocho, com o combinado de Moonlight (que é pra lá de chata) e o carro chefe do disco, a faixa que o nomeia, Ariana começa morna. As coisas só melhoram quando chegamos em Be Alright, dançante, e com um voz mega agradável de Ariana Grande, fazendo da faixa uma das melhores coisas desse novo álbum.

Ela mantém as coisas na mais completa e certeira ordem com Into You, da qual você pode ler a review aqui, em Side To Side, parceria com Nicki Minaj, radiofônica, a faixa foi construída pra ser single. Um single certeiro.

Outra faixa com cara de “grande hit” é a parceria com Lil’ Wayne  em Let Me Love You, com uma pegada mais R&B/Urban, tudo aqui foi feito na medida certa, com vocais contidos Ariana surpreendentes e até o rapper caiu bem na música.

Greedy: que início grotesco é esse? A canção que agora domina as redes protagonizando memes engraçadíssimos, foi um tiro no escuro, que deu quase certo, se não fosse esse grito manipulado no auto-tune pra acabar com a faixa.

Chegamos a melhor faixa: Leave Me Lonely, fruto da parceria inusitada e incrível com Macy Gray. Outra grande parceria vem em Everyday, com o rapper e produtor Future, que nunca erra na escolha de suas parcerias e aqui não seria diferente. Bad Decisions é só mais uma com cara de hit, que empolga até e pra finalizar Thinking Bout You, que ao mesmo tempo é cliché, chata e empolgante e produzida perfeitamente, ame ou odeie.

Ariana Grande prova que pode sim ser grande, literalmente. Embora aqui em seu terceiro disco tenhamos a impressão que tudo foi construído, talvez por ter a mão, em grande parte, do hitmaker Max Martin, ou talvez não haver muito uma conexão entre o título e as faixas, faz falta uma essência. O que deveria transparecer “perigoso” em si, revela-se inofensivo, não há riscos que Ariana se preste a correr. O que sobra em músicas bem produzidas e criadas pra ótimos singles, falta em ousadia.

Nota: 65/100

Ouça aqui: