Os 6 anos do “Bionic”! #especial

Completando seis anos, o álbum subestimado da Christina Aguilera ganha nosso especial de hoje e vai ajudar a diminuir a sua ansiedade em relação ao novo trabalho da cantora que tem previsão de lançamento somente para o final do ano.

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Para o Bionic, Xtina recrutou um super time de produtores e cantores que contava com Sia Furler, Polow Da Don, Tricky Stewart, Linda Perry, Ladytron, Santigold, M.I.A., Nicki Minaj e Peaches, dando sinal de que seria um álbum que misturaria vários ritmos (assim como o aclamado “Stripped”).

 

captura_de_telaDias antes do seu lançamento, a cantora usou e abusou de recursos para a promoção do mesmo como: rádio online, contador regressivo em seu site oficial, novo visual (completamente diferente do adotado para o antecessor “Back To Basics”), e isso tudo acabou deixando os fãs mais loucos do que normalmente são.

LOS ANGELES, CA - JUNE 17: Singer Christina Aguilera watches from her courtside seat during Game Seven of the 2010 NBA Finals at Staples Center between the Boston Celtics and the Los Angeles Lakers on June 17, 2010 in Los Angeles, California. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and/or using this Photograph, user is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. (Photo by Ronald Martinez/Getty Images)

Acontece que algo soava estranho por ali, ela não estava em sua melhor fase. Isso porque, sua vida pessoal/profissional estava realmente conturbada: divórcio, insistentes comparações à Lady Gaga (que estava em seu auge), lançamento e divulgação de seu primeiro filme “Burlesque” e a gravadora querendo impor o que ela deveria fazer naquele momento, dentre outras coisas que acabaram deixando ela notoriamente desmotivada.

Seu primeiro single veio com uma mensagem ousada, na qual ela criticava – de certa forma – as comparações feitas, ao cantar “me sinto nova, e se você não gosta, foda-se”, e ia além ao fazer referências à outros clipes de Madonna (intitulada rainha do pop) em seu videoclipe.

 

E ela falou mais:

“Estou nisso há um tempão, e depois de uma década de carreira eu não tenho que provar nada pra ninguém.”

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Mas porque “Bionic”? Segundo ela, a palavra representa toda sua feminilidade: mulher, mãe, cantora e atriz. “Eu amadureci e mudei, e tenho aprendido tanto. Nunca me senti tão segura e sexy como agora.” E pudemos sentir isso durante todo o álbum em faixas como: Bionic, Woohoo, Desnudate, I Hate Boys, Primma Donna, Sex For Breakfast e outras.

Sua vulnerabilidade não ficou de lado, algo deveria por pra fora todo o turbilhão de sentimentos que ressoavam em seu momento mais confuso. Neste álbum, temos canções épicas como I Am, na qual Christina expõe seus sentimentos e se define como ser humano, All I Need, e You Lost Me, que veio a se tornar single por conta das circunstancias e acabou trazendo um dos lives mais incríveis e sinceros que a Maria já nos deu:

 

Ela é definitivamente um monstro no que faz, e os que acompanham seu trabalho desde o primeiro álbum sabem que o Bionic é uma obra-prima da Aguilera, ele é ela, assim como seus dois álbuns anteriores (Stripped e Back To Basics). E apesar de toda a sonoridade moderna, sabemos que se trata de algo primoroso, suas influências de verdade estão espalhadas e digeridas em todas as batidas ali existentes. E a Sia sabe das coisas:

“Ela estava tão animada pra trabalhar com as pessoas que ela ama. Ela é um pouco hipster. Você vai até sua casa, senta perto da lareira e bebe um vinho, o que está tocando por lá? The Knife and Arthur Russell. Ela não escuta música pop”.

Mas ela é uma cantora pop, ela é do pop, e precisa de hits para se manter nesse mercado insano. Talvez daí tenha surgido a ideia de por a Minaj no álbum, talvez dessa consciência tenha surgido a ideia de lançar Not Myself Tonight como primeiro single, com todo o alvoroço que foi. E Christina falou também sobre isso numa entrevista, na época do lançamento, não poupando nas palavras e sapiência, como sempre:

christina-aguilera-bionic-photo-shoot_e“Eu tinha me prometido que depois do meu primeiro álbum não cantaria mais algo que não fosse honesto, e/ou que eu não sentisse genuíno. Tinha uma música que a gravadora queria que eu gravasse nesse álbum e eu disse “não” porque não se encaixava nele – não me inspirava criativamente. Eles falavam que era um hit, e eu acreditei naquilo, era um hit para alguém, mas não para mim. Acredito que quando compromete muito minha integridade, eu não posso fazer/cantar. Essa coisa de hit… “Who Let The Dogs Out” foi um hit e tanto, vocês sabem do que eu estou falando?”.

Em suas versões de luxo e virtual, tivemos outras faixas incríveis como: Monday Morning, Bobblehead, Birds Of Prey, Stronger Than Ever e Little Dreamer

A promoção do álbum, que começou com um estrondo, acabou quieta e calada. Esta foi definitivamente a melhor e pior aventura de Ms. Aguilera, que definiu o álbum como um avant-gard, ou seja, está à frente do seu tempo. Seu desempenho nos charts foi fraco, sua aceitação foi fraca e seu entendimento, pior, mas ainda há quem brigue e peça #JusticeForBionic