Os melhores discos de 2016… até agora!

Metade do ano já se foi, acredita? Abrimos amanhã o segundo semestre de 2016 e não tem jeito melhor para começar dando destaque aquilo que chamou atenção na primeira metade do ano, fazendo por merecer, claro.

Claro que essa lista é bastante pessoal e na nossa lista definitiva, no final do ano, que leva em consideração o voto de todos da nossa equipe, esses títulos abaixo podem nem aparecer. O que vale é que esses discos merecem sim a nossa atenção e se você ainda não deu uma chance pra eles, deveria.

Selecionei cinco discos. Uma curiosidade é que: dos cinco, nenhum é de uma cantora. Outro ponto é que apenas uma banda está nesse ranking. E pra fechar com as curiosidades: apenas um dos artistas citados não é inglês. Não adianta, a música feita na Inglaterra continua, pra mim, sendo a melhor feita atualmente.

Eis os cinco melhores discos de 2016 até agora, sem nenhuma ordem de importância. Eles estão listados por ordem alfabética pelo nome do intérprete:

  • David Bowie Blackstar

david-bowie-blackstarComo o semanário inglês publico na época do lançamento: “a formidável capacidade de se reinventar em cada disco continua intacta”. Sim, meus amigos. David Bowie encerrou sua passagem aqui na Terra deixando um dos seus melhores discos. O vigésimo quinto de uma carreira cheia de inovação, ditando tendências de comportamento, estilo, musicais. David era completo e isso se reflete perfeitamente no Blackstar lançado no dia do seu aniversário em janeiro e apenas três dias antes do seu falecimento. Blackstar foi a forma que Bowie encontrou pra se despedir da gente e deixar a gente com gostinho de quero mais, todo dia. Minha favorita: Lazarus. (REVIEW)

  • Last Shadow Puppets Everything You’ve Come to Expect 

last-shadow-puppetsO segundo disco da banda inglesa The Last Shadow Puppets foi lançado oito anos depois do primeiro trabalho dos caras. Formada por Alex Turner, do Arctic Monkeys, e pelo Miles Kane, do The Rascals, a banda surpreende por combinar elementos de pop dentro de um rock que agrada diversas tribos dentro do próprio estilo. A aceitação da banda é tão boa na Europa e o retorno tão aguardado que o disco estreou direto no primeiro lugar dos charts por lá. Dica: se você está esperando algo parecido com o Arctic Monkeys, desista. Mas aproveite esse também até a última gota. Minha favorita: Miracle Aligner. (REVIEW)

  • Mayer Hawthorne Man About Town

mayerhawthorneFiquei empurrando com a barriga para escrever uma review sobre esse disco. Pelo motivo de ser muito bom e ter só elogios a fazer e não queria fazer isso. Queria encontrar algo que eu não gostasse e dar uns pitacos, mas não rolou. O disco não sai do meu player desde abril, quando foi lançado. E deve permanecer por um bom tempo. O quarto disco do cantor Mayer Hawthorne é daqueles que dá vontade de aproveitar a vida e curtir. É um som maduro, cheio de metáforas e refinado. Todo trabalho é muito sofisticado e te remete para outras décadas sem sair do lugar. Já vi alguns shows do Mayer e quero muito ver esse novo disco ao vivo. Vale a pena do começo ao fim, sem pular nada. Minha favorita: Cosmic Love.

  • Raleigh Ritchie You’re a Man Now, Boy

raleigh-ritchie-youre-a-man-now-boyO disco de estreia do cantor, ator, produtor e tudo mais Raleigh Ritchie é sim uma das melhores coisas produzidas até agora em 2016! Não só porque ele é talentoso, mas porque o disco é um primor só. Quando você ouvir, vai ter a sensação de que conhece o som, mas Raleigh é craque em dar uma roupagem às canções que deixam ela extremamente modernas e urbanas. Se você gosta de misturas de eletrônico com versos de rap e hip hop, vai curtir bastante o trabalho do cara. A imprensa caiu de amores pelo disco pois é atrevido e inovador. Eu só tenho o que concordar e recomendar! Palmas! Minha favorita: Bloodsport ’15. (REVIEW)

  • Tom Odell Wrong Crowd 

WRONGCROWDWrong Crowd é daqueles discos que valeu a pena esperar os três anos que separam o lançamento do primeiro disco do Tom Odell até o recente lançamento neste mês de junho. Dessa vez Tom aposta num disco mais animado e menos melancólico do que o seu anterior e isso faz com que a audição do trabalho fique mais fácil também. Claro que há aquela interpretação que ele gosta, de se jogar na emoção e tornar a coisa grandiosa, afinal é isso que faz dele ser quem ele é atualmente e ter ganho destaque em diversas publicações na Inglaterra e também nos Estados Unidos. Sua habilidade musical com o piano e seus vocais tem perfeita harmonia. Minha favorita: Magnetized. (REVIEW)

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