O que seria do mundo sem o rock do Elvis?

Elvis Presley morreu em 1977, e até hoje a pergunta que todos fazemos é: será que ele morreu mesmo? Pode não haver resposta pra essa pergunta – só pra mantermos o mito – mas com certeza, o rock passou a ser algo grande depois que ele surgiu nesse mundo, e nós nem seríamos assim como somos.

c21843d3a3406503b328626642df9096Escrever sobre ele foi uma das coisas mais difíceis pra mim. Eu não o escuto, eu nunca li sobre sua história, mas de repente me vi rebolando entre os anos 50, 60 e 70. Sim, ele merece todo esse respeito e admiração!

Após ler sobre sua carreira, cheguei à conclusão de que ele inventou o tal do rock ‘n’ roll, ou pelo menos, deu a ele uma boa aprimorada. Ele fez a fusão entre o country e o blues dar tão certo que ela ficou conhecida como rockabilly, isso porque sua música trazia uma batida rápida demais para o que era conhecido como jazz e R&B. Mas apesar de todo o “barulho”, ele aparecia galante em seu terno e cabelos impecáveis, cabeleira então super copiada, e como se não bastasse o cara mandava ver no rebolado apimentado, o que fez com que a censura da década de 50 proibisse que ele fosse focalizado da cintura pra baixo na televisão. Esse era  “Elvis, The Pelvis”!

Em 1956 ele lançou seus dois primeiros álbuns: Elvis Presley e Elvis. Dos quais saíram faixas como “Heartbreak Hotel” e “Blue Suede”. Dois clássicos!

 

 

pianoO final da década de 50 e perdurar da década de 60 foi marcado pela sofisticação em suas músicas, dada pelos The Jordanaires. Mas foi durante esses anos que o cantor foi servir ao exército americano na Alemanha para dar exemplo aos jovens (mesmo que por influência de seu empresário Coronel Parker) e viu suas apresentações na TV caírem por conta do surgimento de bandas como Beatles e The Rolling Stones! E aí? Acham que foi o fim?

Que nada! O cara voltou em mais um clássico pra história da música – do rock and roll propriamente dito!

O “68 Comeback Special” foi exibido pela NBC, e dispensa comentários!

 

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John Lennon e sua trupe e Mick Jagger são, sem dúvidas, figuras históricas, mas não podemos omitir o fato de o rock ter nascido nas mãos, no estilo, no rebolado e no gogó do Elvis! Aquela revolução dos anos 60 – drogas, cabelos compridos, amor livre… – não teria surgido sem o Presley, e isso influenciaria muito no que somos hoje! Já pensaram nisso? Não, né? Eu não tinha pensado também!

Vou além. Sabe essas famosas e questionáveis residências em Las Vegas que vemos hoje? Se não fosse o Elvis…

Isso porque entre o final dos anos 60 e década de 70, o cantor havia parado de fazer shows – por precisos oito anos – quando se apaixonou por Las Vegas e namorou com a cidade até seus últimos [?] dias de vida. O cantor passou a fazer shows regulares no hotel The International e conseguiu gerar uma receita de US$270 milhões. Mas apesar de todo o sucesso de público e do lançamento de mais clássicos como “Always On My Mind” e “Burning Love”, o cantor ficou em baixa na mídia, recebendo duras críticas por todos os lados, o que fez com que seu álbum “Elvis In Person At The International Hotel, Las Vegas” – que trazia “Suspicious Mind” em sete minutos e cover de “Jhonny B. Goode”, do Chuck Berry – não fosse mais referência para o mundo do rock.

 

elvis12jpgDizem por aí, que o cantor morreu no dia 15 de Agosto de 1977, em sua mansão em Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Ele sofria depressão por motivos pessoais, que tiveram forte influência em suas músicas mais melódicas do final de sua carreira, e por conta disso tomava vários medicamentos em altas dosagens, o que acabou danificando seu fígado e posteriormente seu coração. Na noite do ocorrido, o cantor teria ido ao dentista, tocado piano, se levantou às 10 da manhã para ir ao banheiro e seu corpo só foi encontrado às 14h. Essas quatro horas restantes foram suficientes para que inúmeras teorias conspiratórias fossem levantadas.

De lá pra cá, informações se desencontraram, documentos bloqueados, e os fãs se recusaram a aceitar um simples fato:

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Elvis havia morrido.

 

 

Delírio ou não, o fato é que o cara nos deixou um acervo cultural incrível, e que está vivo até hoje em nosso comportamento. O que seria do nosso rebolado, do “barulho” que se fez entre a briga do blues e do country, da loucura feminina para com os cantores de rock, da sofisticação de grandes concertos, das residências em Las Vegas, do Beatles, dos Stones e de tantos outros, sem ele…

Elvis Presley