A estreia de NAO

Quando alguém ousa a iniciar uma carreira musical, seja lá quem for, poucas vezes carrega uma bagagem com uma experiência tão bem estruturada e rica quanto nosso nome da vez, NAO.

NAO é natural de Nottingham, Inglaterra, iniciou sua carreira após estudar na tradicional Guildhall School of Music and Drama, em Londres, quando começou a trabalhar como backing vocal. Após essa fase trabalhou por seis anos como integrante de um grupo a capella formado só por garotas, chamado The Boxettes.

Sua carreira como NAO de fato se iniciou quando em outubro de 2014 ela lança seu primeiro trabalho solo, o EP So Good, que inclusive figurou no top 5 de música eletrônica do iTunes lá no UK. Com o EP NAO ainda figurou nas listas da BBC Radio. Com o segundo EP  February 15, lançado ano passado, foi eleita melhor revelação pela revista Pitchfork Media.

No mesmo ano ainda veio sua estreia em festivais quando se apresentou na edição do Glastonbury e ainda uma grande chance quando participou do disco Caracal do duo Disclosure na faixa Superego e ainda foi destaque na lista da BBC Sound Of… 2016.

O seu primeiro disco então, chega agora em 2016 repleto de expectativas e cumprindo todas elas.

NAO trabalhou de corpo e alma no disco, o For All We Know, compôs cada uma das 18 faixas (sendo quatro interlúdios) e ainda produziu cinco delas, as demais faixas ficaram a cargo do produtor GRADES, que já trabalhou com Brandy Aaliyah, por exemplo, dando essa ‘pitada’ de R&B a algumas canções.

No disco, NAO fantasia sobre si, sua realidade, sobre sentimentos. Mistura como ninguém a música eletrônica na produção das faixas com sua voz carregada no melhor da música negra europeia.

Faixas como Get To Know Ya, Happy, Bad Blood (que ganhou um vídeo simplesmente incrível, fantasioso, mas incrível) e Dywm trazem à tona a versatilidade da moça e sua experiência e contato com a música.

O disco pode ainda transparecer cansativo ou chato, mas é uma experiência sonora válida, excepcional e diferente, onde NAO se sobressai no atual cenário independente e da música eletrônica. Provavelmente o disco será lembrado como um ‘frescor’ na música desse ano.

Nota: 75/100

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