A música e o meio ambiente!

Atualmente muito se discute em relação aos danos causados pelo ser humano ao meio ambiente e, apesar disso estar acontecendo, os dados indicam que esses danos só aumentam. Muita gente ainda desacredita que certos atos como jogar um simples papel de bala no chão podem causar problemas irreversíveis.

As crianças – em sua maior parte, urbanas – desconhecem a importância da preservação do meio ambiente, isso porque não lhes são apresentadas realmente o que forma esse meio. Elas estão acostumadas a ler a respeito, a ver em TV ou Internet, mas quantas delas chegam perto e respiram um bom ar puro?  Já os adultos nem se fala. Estão tão envolvidos em suas questões diárias de sobrevivência que além de destruir o pouco que tem, não conseguem tirar o mínimo de proveito do pouco que resta.

Daí vocês podem estar se perguntando agora qual o motivo que me levou a falar disso aqui no Música Inspira, e eu digo que ele é bem simples: a música tem esse poder de inspirar, e nós precisamos relembrar desse papel importante dela diante das causas sociais.

Há não mais de um ano falamos aqui sobre o caso de Mariana, onde a Barragem cedeu por displicência do Governo e dos grandes empresários brasileiros. Nesse post, citamos a música da Mariana Aydar (que gravou um clipe com essa temática na época) e do envolvimento do Eddie Vedder e sua banda para ajudar as vítimas da tragédia.

Música Inspira de olho em Mariana!

 

Os problemas continuam, aliás, eles nos acompanham há muito tempo, e infelizmente não temos como mencionar aqui quando eles acabarão

Uma das músicas brasileiras mais emblemáticas é a canção de Beto Guedes, ‘O Sal da Terra’, gravada lá em 1981. Nela, ele fala da destruição do meio ambiente pelo próprio ser humano. É um convite para fazermos uma análise e mudarmos nossas atitudes.

“Terra! És o mais bonito dos planetas. Tão te maltratando por dinheiro. Tú que és a nave, nossa irmã.”

 

A água também é um dos temas mais preocupantes. Hoje, cerca de 40% da população do planeta sofre com as consequências da falta de água. A sua diminuição é silenciosa e só percebemos quando não há mais tempo para agir e fazer com que se reverta o quadro triste. E se os grandes países sofrem com esse mal, nos países menos desenvolvidos o quadro é ainda mais desesperador. Em alguns locais da África, por exemplo, uma pessoa leva cerca de 2 horas por dia para conseguir água de mínima qualidade.

“Embora não se debata muito o tema, o mundo pode sofrer uma crise de crescimento provocada pela escassez de água nas próximas décadas.” Josephine Fodgen (pesquisadora da City University, em Londres)

Em música, nós falamos sobre ela também:

 

Por falar em ficar tarde demais pra tomarmos uma providência, o Luiz Gonzaga gravou um clássico sobre isso, e lá está o tal do meio ambiente!

“Cadê a flor que estava aqui?
poluição comeu.
O peixe que é do mar?
poluição comeu.
O verde onde é que está?
poluição comeu.
Nem o Chico Mendes¹ sobreviveu.”

Preservar esse planeta também é um ato de amor ao próximo. Só preservamos o que amamos. E se estamos em aparente período de degradação ambiental, só me resta concluir que o que nos falta é amor. Amor para com os animais, os vegetais, os seres que se encontram nessa terra, amor até para nós mesmos. Isso é triste! Cadê a sensibilidade para perceber o quão belo é esse meio ambiente que nos cerca? E não precisamos de mais tristeza pra notar a beleza que existe por aí, num jogo de palavras delicioso, Djavan nos propõe viajar em meio a essas “novas descobertas” que uma simples admiração pode nos proporcionar.  Quando passarmos a observar os pores do sol, o colorir do céu, os mares, nuvens e estrelas, com certeza amaremos mais, e amando mais, preservaremos mais! E o melhor, teremos mais canções exaltando a beleza da natureza ao invés das que chamam as nossas atenções para coisas ruins, mesmo que essas coisas estejam sendo feitas por nós mesmos.

Tudo gira em torno do amor!