Viver de música, com Darick György!

Uma das escolhas mais difíceis da vida é, sem dúvidas, decidir o que fazer da vida, ou seja, decidir do que viver. As opções são inúmeras e vontade é o que não falta, mas dentre tudo o que possamos imaginar, a mais complicada e descartada por muitos é a música, será que dá pra viver dela?

São muitas as inseguranças de quem pensa em viver da música, se destacar no mercado musical é uma das mais árduas tarefas, por isso, muitos artistas com talento nato, se pegam numa encruzilhada ao ter que pesar numa balança todos os prós e contras antes de se aventurar. Alguns desistem, outros recebem um pote de sorte, ainda há os que teimam e vão contra todos os obstáculos que são colocados em suas frentes. Mas no fim, só uma coisa resta: o amor pela música.

Por isso, trouxe aqui uma entrevista com um cara que tem conseguido sobreviver com a música num dos meios mais complicados aqui no Brasil. Entrevistei o DJ paulista Darick György e ele soltou o verbo sobre isso, vamos lá?

MI – O que te levou a viver de música? Teve medo?

DG – A música me completa, é uma velha relação de amor que me renova todos os dias. Temos medo do desconhecido. Não sou dono do destino, a musica é um ciclo que se renova a todo o momento, muitas vezes o que dá certo hoje pode não funcionar amanhã. Teria medo de trabalhar com algo que não faço com prazer.

13442514_1061057587297022_7848687312701247709_oMI – Você acha que “dar certo” é apenas questão de sorte? 

DG – Pode ser por sorte, pode ser por talento ou por um bom planejamento. Existem muitas maneiras de dar certo hoje, a internet, publicidade e o marketing viral, mas tudo isso precisa de planejamento e algumas vezes tem um custo alto. Acredito no talento, por maior ou menor que seja. Não podemos generalizar nada quando falamos de arte, cada um tem uma história, um sonho dentro de si. Se alguém conseguiu o sucesso, foi por algum motivo e tem seu mérito independente de qual seja. Muitas vezes colocamos o dinheiro em primeiro lugar, pode ser por falta de condições ou muitas vezes por faltar oportunidades. Se você ama algo, tem que batalhar por isso até o fim.

MI – O que você acha dos que tiveram “a sorte” e entraram no mundo da música sem nenhum esforço prévio?

DG – A sorte é relativa, você pode estar no lugar certo e na hora certa, ou conhecer a pessoa que faça isso acontecer. Vi muitos artistas que tiveram o auge da sua carreira e hoje não são lembrados, outros se eternizaram através da música. Então mesmo que seja por sorte, tem que ter talento para se manter nesse mercado que esta cada dia mais concorrido.

13198509_1042844182451696_6016753050923873717_oMI – Viver da música é um bom negócio?

DG – Música é arte. É um mundo muito grato e ingrato ao mesmo tempo, tudo vai depender do seu desempenho para isso acontecer, acredito que seja sim um bom negócio.

MI – Qual a situação mais embaraçosa que você, como músico, já passou? 

DG – Problemas em equipamentos que eu mesmo escolhi no meu rider técnico, equipamentos que eu sabia que poderiam dar algum tipo de problema, mas arrisquei mesmo assim, sem ter testado antes da minha apresentação. Aprendi com esse erro, para que ele não se repita. Às vezes menos é mais.

MI – Qual o melhor retorno? 

DG – O melhor retorno é o do publico, o maior pagamento é um elogio que vem de alguém que você muitas vezes não conhece, isso me motiva a fazer melhor sempre.

MI – Você acha que a idade, o sexo, a situação socioeconômica influencia no desempenho do músico que vive só disso?

DG Falar de idade e sexo é muito relativo, temos artistas que deram certo depois dos 35 anos, outros ainda na adolescência. Acredito que a situação socioeconômica pode influenciar sim, por meio de contatos, e também pelo conforto de se dedicar somente a essa atividade, se for o caso de uma pessoa com condições melhores.

MI – E se eu pedir pra você dar um conselho para quem está querendo viver da música, você daria qual? 

DG – O principal pode ser clichê, mas é nunca desistir dos sonhos e procurar sempre aprender cada dia mais. Buscar sua própria identidade, ter uma meta e fazer um planejamento para seus ideais. Como eu disse antes “se você ama algo tem que batalhar por isso até o fim”.

 

É isso aí! Espero que ele tenha inspirado algum aspirante a DJ por aí e/ou um/a pequeno/a músico/a que esteja pensando em se aventurar nesse mundo! E que eles nos inspirem e ajudem o mundo a ser mais amoroso, porque a música inspira!

Fiquem com a nova track do Darick, Together, que foi lançada pela label britânica Toolroom há pouco tempo e conta com a parceria do Fabio Castro.

Para mais informações sobre o György, acessem:  Darick György

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