Revisitando um passado muito bom!

Dificilmente nós vemos artistas com comportamentos exemplares, mediante os pré-requisitos da sociedade, em topos de charts e/ou com a vida pessoal exposta em redes sociais ou sites de fofoca, muito menos quando esses artistas são dotados de talentos singulares. Uma artista que se encontra dentro dessa realidade é a Norah Jones.

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Em 2002, ela quebrava vários recordes de venda com o seu álbum de estreia – Come Away With Me. E o fato de ele ter vendido tanto nem a fez soar como uma “one-hit wonder”, afinal, como já citei acima, a moça tem o talento atrelado a uma boa dose carisma e bom senso.

 

De lá pra cá, ela lançou uma boa quantidade de álbuns, fez algumas alterações na banda, cantou sobre tantas coisas, mas algo reinava: o amor, em todas as suas conjugações!

Norah_Jones-_little_Broken_Hearts-Interior1Mas estou aqui pra falar sobre o Little Broken Hearts, seu quinto álbum de estúdio que foi lançado em 2012. Eu o escuto tanto que nem parece que já faz tanto tempo que ele foi lançado. E a verdade é que a Norah parece que rejuvenesce e seus trabalhos ficam cada vez mais maduros e sólidos.

 

Happy Pills é uma faixa que tinha que ter sido single – até por conta do clipe que ganhou, que traz, ao meu ver, todo o aspecto visual do álbum. A pegada da música é boa e remete a uma vibe inglesa boa dos anos oitenta.

 

E ela conseguiu ser discreta até ao falar sobre uma rival em Miriam, que soa um tanto obscura e depressiva. Seguiu nesse tom sombrio também na faixa que dá nome ao álbum, afinal ela fala de uma vingança, e a canção é boa. O mais engraçado é que apesar da discrição dela, esse álbum é um resto das composições feitas na época do The Fall (2009), e que foram todas direcionadas ao término de seu relacionamento com o músico Lee Alexander, com quem trabalhou em seus álbuns anteriores. Então, aqui ela deu várias pinceladas de sábias indiretas.

 

 “Então você tentou me substituir, mas não foi muito longe.” – canta ela em 4 Broken Hearts

467549_10150791660418010_5204238009_9700166_150392457_oEntão, queridos e queridas, aqui a sofrência chega ao nível máximo, porém com tons sofisticados. Coisa que você escutará tomando uma taça do vinho mais caro que encontrar no mercado.

A melhor faixa pra mim? A de abertura, Good Morning. Me dá uma sensação de leveza e prisão ao mesmo tempo.

 

 

75/100

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