A emancipação da Mallu!

Nós tivemos a oportunidade de acompanhar o crescimento de vários artistas, mas outros se tornaram homens e mulheres que nem nos damos conta do tempo que passou. Nesse caso, vamos falar da sensível Mallu Magalhães.

Me sinto até um tio ao falar dela, porque a acompanhei desde o primeiro álbum, ainda cru e não menos talentoso. E hoje o que vejo? Uma Mallu mulher-emancipada-mãe e que não nos deixa nada a desejar quando o assunto é compromisso com o que faz. Escutá-la é como escutar uma das referências de alto porte da música popular brasileira.

Autodidata, Mallu aprendeu a tocar violão, banjo, gaita, ukulele, escaleta e o piano sozinha, aos nove anos. Começou a compor e cantar suas próprias músicas (em inglês) aos doze. Isso é quase frustrante. Quantas coisas a gente já aprendeu até agora, quase aos trinta? Risos.

Mas tudo bem, vamos seguir com ela, que o foco é esse.

mallu-inicioAos quinze, Mallu juntou uma grana, gravou quatro de suas músicas e as disponibilizou na internet. Pronto. Estava lançada a sorte da menina, que foi convidada a abrir um show da banda Vanguart. Jornalistas e críticos estavam presentes, e algo chamou logo a atenção deles, a versão da cantora pra música Folsom Prison Blues, do Johnny Cash.

 

Logo, ela começou a percorrer o Brasil cantando em festivais e se apresentando em programas de TV, uma de suas músicas ainda foi tema do comercial de uma grande empresa de telefonia daquela época.  Será que vocês lembram?

 

Seu primeiro álbum foi lançado em 2008 e contou com produção de Mário Caldato (Beastie Boys, Beck, Bjork). Com ele, Mallu conseguiu uma melhor repercussão de seu trabalho e logo se firmou entre as maiores revelações de nossa música. Ela estourou na internet, mas foi com boas vendas de seu álbum que ela se deu bem. Pra época, isso foi um feito e tanto.

Então, mais uma de suas músicas se tornou tema de comercial…

 

Em 2009, ela lançou seu segundo álbum. Dessa vez, assinado por Kassin (Vanessa da Mata, Caetano Veloso, Jorge Mautner, Los Hermanos), e trouxe uma sonoridade mais elaborada ao se aventurar no reggae, samba da tropicália e música sinfônica. Ninguém havia notado na época, mas ela já estava crescendo…

 

 

i77649Em meio aos trabalhos desse álbum, ela assumiu o namoro com o vocalista da banda Los Hermanos, Marcelo Camelo. A mídia especializada logo tratou de espalhar esse boato ressaltando o fato de o casal ter uma grande diferença de idade. Mallu tinha 16 anos e Marcelo 30. E ela falou sobre essa diferença de 14 anos lá em 2008:

“Não vejo problema nenhum com essa história de idade. Isso existe?”

E contou também como tudo começou num programa de televisão:

 

Mallu lançou seu terceiro álbum – Pitanga – em 2011, e entre as músicas de trabalho estava o sucesso Velha e Louca, que teve seu clipe lançado em salas de cinema e trazia uma imagem já mais adulta da cantora:

 

Mas foi com a deliciosa “Sambinha Bom” que ela causou frisson. O clipe da música trouxe uma Mallu mais sensual e com letra na qual ela canta:

“Eu, eu quero ficar com você. Eu, eu quero grudar em você. Eu, eu quero me bordar em você. Quero virar sua pele, quero fazer uma capa, quero tirar sua roupa.”

Naquele momento, nos demos conta de que a Mallu Magalhães já não era aquela menina do seu primeiro álbum.

 

maxresdefault (1)Até banda com seu amado Marcelo Camelo foi lançada, o que deu fruto a um único álbum, mas de sucesso estrondoso – Banda do Mar. Dali pra cá, tudo o que vimos foi a emancipação da Mallu como mulher e profissional. Aceitação de uma maioria em relação ao fato de que ela é sim, uma das cantoras que serão lembradas dentro da música nacional lá no futuro. Por mais que ainda um tanto tímida, por conta da pouca exposição de sua figura, mas respeitada pelos que tem o menor senso crítico.

Atualmente, ela vive dividida entre os cuidados para com sua primeira filha, Luisa, e seu trabalho. Prestes a entrar em turnê com shows de voz e violão, a cantora acabou de lançar a mais brasileira impossível, Casa Pronta, sua nova música de trabalho.