Inspire-se em Teresa Cristina

Teresa Cristina ainda é pouco conhecida do grande público brasileiro, mas tem nome e repeito entre os profissionais do meio, em uma das poucas vezes que a vi se apresentando na TV foi ao lado da lenda Caetano Veloso, que ao interpretarem As Rosas Não Falam, clássico de Cartola, transpareceram uma harmonia, luz e emoção poucas vezes vistas em apresentações musicais na TV.

Com mais de 20 anos de carreira, ela acumula no seu currículo indicações ao Grammy, turnês que ultrapassam as fronteiras brasileiras e conquistam o mundo – mês que vem ela roda o mundo ao lado de Caetano – e ainda um repertório e a responsabilidade de lembra grandes nomes de nossa música e cultura.

Já em seu primeiro trabalho, primeiro disco de 2002, ela se propôs a fazer uma releitura da discografia de Paulinho da Viola, no disco A Música de Paulinho da Viola que foi dividido em 2 volumes, dez anos depois ela se unia a banda Os Outros em um disco em homenagem a Roberto Carlos, agora em 2016 ela lançou o disco Teresa Canta Cartola, em homenagem ao cantor que morreu há 36 anos. Teresa ainda é um dos símbolos do ressurgimento da boemia no centro do Rio de Janeiro, ao se apresentar com a Banda Semente pela Lapa no fim da década de 1990 ao resgatar grandes clássicos e símbolos do samba.

Entre suas influência são citados ainda Dona Ivone Lara, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Candeia. E foi graças a Candeia que Teresa, lá em 1995, começou a cantar profissionalmente, quando foi convidada e se preparou pra realizar um show em homenagem ao cantor carioca, que nunca aconteceu.

“Comecei a cantar por causa de Candeia. Achava que meu primeiro disco seria em homenagem a ele, mas segui outro caminho. Minha vida se divide em a.C. e d.C. Antes de Candeia e depois de Candeia’”.