Jojo em seu novo disco: a espera valeu a pena?

É quase indefensável a atitude da antiga gravadora de Jojo em relação a sua carreira, o boicote sofrido pela mesma a impediu de lançar qualquer tipo de novo material, nem mesmo um single novo. Essa briga a afastou por anos da música, a obrigando lançar mixtapes (foram duas nesse meio tempo), se quisesse continuar a trabalhar com música. Mas pelo bem da cantora e de seus fãs ela conseguiu se livrar de seu antigo contrato, assinando um novo e tendo carta branca pra lançar o seu tão almejado terceiro disco. Eis que esse dia – finalmente – chegou.

É interessante receber esse novo disco o preenchendo com tantas expectativas devido a sua demora, Jojo mostrou ao público que amadureceu e aprendeu muita coisa interessante enquanto esteve afastada, em Mad Love. vemos uma Jojo madura, experiente e decidida. A cantora assina a produção vocal e a composição de todas as faixas.

O álbum já se inicia de forma sentimental e inspirada, com Music. escrita e produzida em homenagem a seu pai, aqui é importante ressaltar a decisão corajosa de iniciar um disco com uma faixa como essa, melódica e íntima.

Em seguida, acelerando um pouquinho o ritmo, ela nos apresenta sua parceria com Alessia Cara em I Can Only. (sim, todas as faixas foram intituladas com um um ponto final), que juntas entregam uma canção interessante. Fuck Apologies que conta com a presença de Wiz Khalifa é a terceira faixa, que ganhou uma review aqui quando lançada.

A faixa seguinte é a interessante FAB. que traz de volta a parcerias na música pop a veterana Remy Ma, uma das melhores faixas do disco. Mad Love. assim como a anterior, foi divulgada previamente pra promover o trabalho e consegue explicar muito bem o sentido do disco.

Vibes., a seguinte faixa, nos faz perguntar do porquê não ter sido escolhida como carro-chefe do cd, sendo uma das melhores canções dessa tracklist – que seja um futuro single! Pra quebrar o ritmo mais acelerado nos é apresentada Honest.

Like This. se utiliza em efeitos interessantes na voz de Jojo, é bem executada e bem estruturada, a tentativa de uma faixa pra destoar um pouco das outras vem em Edibles. que não deu muito certo, se tornou uma faixa cansativa. O encerramento do disco se dá pelas igualmente interessantes e grandes High Heels. e a mais simplória I Am.

Em Mad Love. Jojo se utiliza de artifícios bastante manjados e clichês na música pop atual, como o Dancehall e o Dubstep, mas ainda assim consegue fazer algo acima de discos pop chatinhos da atualidade, é um disco que vale a pena a pausa pra ouvi-lo.

Quanto a espera, se valeu mesmo a pena? Valeu, sim!

Nota: 75/100

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