O pop requintado de Tove Lo em Lady Wood

O segundo disco de um artista é sempre a “prova dos 9”, é nele que vemos se o sucesso é realmente passageiro e se o mesmo artista consegue ou não sustentar alguma carreira musical e principalmente, superar o sucesso do disco de estreia.

A sueca Tove Lo experimenta atualmente o sabor agridoce dessa fase. Ela que já estava se estabelecendo como compositora pop, estorou no mundo todo em 2014 com o mega hit Habits (Stay High), tenta agora provar que merece um lugarzinho ao sol no hall de cantoras pop.

Em Lady Wood ela se entrega de corpo, alma e intimidade a um disco pessoal e carregado de experiências. Esse lançado no último dia 28 é apenas uma primeira parte de uma experiência dupla: em 2017 Tove lança a segunda parte de Lady Wood.

E já nessa primeira parte o disco é dividido em dois capítulos, o primeiro se inicia com a intro Fairy Dust (Chapter I) e é seguida pelo segundo single do álbum, Influence com a participação de Wiz Khalifa. Na sequência a canção-título, que assim como a antecessora mistura bem a música eletrônica a um pop mais ‘classudo’, adulto. E essa mistura é muito bem explorada durante todo o disco, prova disso são as seguintes True Disaster (a melhor do disco), a já conhecida e carro-chefe Cool Girl – o fim desse primeiro capítulo se dá com a diferente (dentre as que compõem o álbum) e bem executada Vibes, onde divide os vocais com Joe Janiak.

Como interlúdio Fire Fide (Chapter II) se inicia o segundo capítulo, em seguida vem as interessantes Don’t Talk About It Imaginary Friend. Outra grande faixa é Keep It Simple, um pouco clichê, mas ainda assim se difere de tantas outras por sua essência. A cansativa Flashes e a interessante e incrível WTF Love Is encerram o disco.

Lady Wood é uma coleção de possíveis grandes hits, é um álbum consistente e feito com cuidado e perspicácia. Tove Lo consegue entregar um trabalho maduro e bem executado e, se o segundo disco serviria como uma prova como disse lá no comecinho desse texto, ela foi aprovada com louvor. O disco ainda se torna um pouco repetitivo, é verdade, mas ainda assim consegue fincar de vez a imagem de Tove Lo na música pop.

P.S. Aprecie sem moderação Fairy Dust, curta metragem que dá o tom e a face do disco.

Nota: 80/100

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