DNCE acerta a mão em cheio em primeiro disco

Faz pouco mais de um ano que a gente foi surpreendido com a formação do DNCE, uma nova banda norte-americana que traz nos vocais o cantor Joe Jonas, mais conhecido por ter feito parte do trio Jonas Brothers, um dos grandes sucessos da Disney. O aparecimento da banda foi um respiro na carreira solo do cara que vinha de mal a pior e com o lançamento do primeiro single Cake by the Ocean as coisas pareciam que iria tomar um novo rumo. E tomou.

O primeiro disco demorou para sair e foi lançado na última sexta-feira em todo o mundo e finalmente mostra a que a banda veio. Além de Joe, a banda é formada por Jack Lawless, Jin Joe e Cole Whittle. Todos eles com uma excelente presença de palco e que ajudam a compor a cena pop rock a qual se propuseram e eles têm feito de maneira descompromissada e bem divertida que tem agradado bastante, inclusive a gente aqui.

DNCE além de nome da banda, é nome do disco e nome da faixa que abre os trabalhos. Pop pra variar. Abre passagem para ótima Body Moves que tem clipe excelente e com cara de verão. Dá vontade de se jogar com eles, principalmente, com o Joe, vai! Falando sério, a gente quer uma festinha com todos eles!

O disco continua com Cake by the Ocean e o que podemos falar? A canção é extremamente grudenta. Foi a melhor escolha possível de single para eles se lançarem no mercado. Faz mais de um ano que foi lançada e incrivelmente a música ainda consegue aparecer em charts ao redor de todo o mundo. Uma das melhores produções pop dos últimos tempos, sem a menor dúvida. Fora que a letra é cheia de duplo sentido… eles são realmente bons nisso. Em Doctor You o jogo das palavras continua. A gente consegue visualizar claramente como seria o clipe dessa faixa. Vamos brincar de médico? VAMOS!  Mais uma faixa certa num álbum que até agora não decepcionou em absolutamente nada.

A quinta música do álbum é o maravilhoso single Toothbrush. O single marcou presença nos charts ao redor do mundo e mostra como eles estão bastante empenhados em fazer a gente se divertir enquanto a gente os ouve e isso é muito legal. O som é divertido, é ótimo para aqueles dias que a gente tá pra baixo. Em Blown eles continuam se divertindo, mas agora acompanhados do rapper Kent Jones que entrou na dança e combinou perfeitamente com a música. Quando chega em Good Day a gente tem mais uma confirmação de que eles querem é só se divertir! Música pop nas alturas: “Today is gonna be a good day, Don’t care what anybody else say…” (Hoje vai ser um ótimo dia, não ligue para o que eles vão dizer…). 

A gente tá chegando agora na faixa oito do álbum. Almost é gostosinha. Daquelas que dá vontade de cantar junto. É a primeira faixa do disco, até agora, que muda o ritmo e dá uma baixada no pique e vamos para algo acústico. A gente tava lá em cima já fazia um tempo! haha Precisava entrar uma desse tipo para dar uma acalmada nos ânimos! Ponto positivo pois a faixa é ótima. Os vocais de Joe estão mais uma vez ótimos. Claro que precisava daquela canção de fim de namoro para fazer as meninas e meninos chorarem e lembrar dos exs-queridos!

Passou o clima romântico e a gente vai para Naked! Isso aí! Eles cantam que querem ficar nus com suas parceiras! Música com cara de festa de faculdade… todo mundo já esteve numa festa dessas, não é? A animação volta com tudo nessa música. Os DNCEs não estão aqui pra brincadeira! haha! Aí do nada a gente cai em Truthfully, uma baladinha acústica. Acho que ela entrou no lugar errado. Talvez tivesse entrado antes da faixa anterior, mas em nada tira a qualidade da música. Juro que estou tentando encontrar algo para falar mal hahaha! Afinal a gente adora, mas não tô conseguindo. Em Be Mean as coisas voltam a esquentar. “If pain’s what you like…Torture me all night…”. (Se é dor que você gosta… me torture a noite toda).  Joe não fala assim com a gente! Não estamos sabendo lidar com isso!

Zoom já tem cara de final de álbum. Até agora é aquela faixa que eu posso falar, pula ou quem enfiou essa música no disco? Tinha que meter pau em alguma coisa, então foi aqui que algo não fez sentido pra mim. Diferente de Pay My Rent. Refrão viciante que fica na cabeça. Tem a parte das palminhas para o público acompanhar durante os shows. Toda fórmula mágica do pop está lá. Fizeram direitinho a lição de casa. E pra fechar o disco Unsweet. O que falar para versos como  “You satisfy me, that brutal honesty…”? (Você me satisfaz, essa honestidade brutal). Ponto! Disco se fecha como tinha que ser! Mais uma ótima gravação pop.

Eu posso dizer que estou completamente maravilhado e apaixonado pelo DNCE. Fazia tempo que a gente estava sem algo tão legal no mundo pop dominado por artistas solo e pelas divas que se descabelam brigando nas redes. Um alívio dar uma folga para elas e aproveitar as coisas boas que vão surgindo. Por mais BANDAS POP! E Joe podemos te parabenizar pela capacidade de ressurgir por cima. Não tenho o que reclamar. E quem gosta de música pop de verdade também não tem o que encontrar de errado. Tá delícia, tá na medida, dá para cantarolar, dá para passar mal com o Joe, dá para se jogar nas festas com as músicas… tá tudo certo! Uma grande e ótima surpresa para esse finalzinho de ano!

Nota: 90/100

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