Nada demais, nada de novo: Little Mix e o quarto disco Glory Days

As meninas inglesas do Little Mix lançaram mais um disco, o quarto da sua meteórica carreira. Elas vem colhendo só coisas boas ao longo dos anos.

Glory Days tem a missão de ao menos continuar o sucesso do antecessor Get Weird. O terceiro disco lançado há um ano é o mais vendido da carreira das Little Mix, até agora, principalmente por conta do megahit Black Magic.

Shout Out to My Ex abre o disco de forma incrível. Um hit daqueles pra ninguém botar defeito. Elas são muito boas no que se propuseram a fazer. Tem pegada completamente diferente de outros grupos como as meninas do Fifth Harmony. Por favor, chega de compará-las. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Sério. Não precisa de mimimi, nem de brigas de fã bases. Cada um no seu quadrado. Bom, voltando ao single: um grito para os exs que pisam na bola!

Touch segue o álbum. E que tiro! Já dá pra imaginar as meninas cantando essa música ao vivo. Estamos prontos pra coreografia?! SIM!!!!! Pop da melhor qualidade: viciante, bem produzida.. puro chiclete.

“Just a touch of your love is enough
To take control of my whole body
Just a touch of your love, oh…” – little mix – touch

F.U. é daquelas músicas que as meninas querem se livrar do ex. Fala de traição, de pisadas na bola, de ciúmes… acho que alguém realmente está com o coração partido, porque a letra é daquelas! “I hate u, really hate you”. Bom, o F.U. você sabe bem o que significa!

Oops! E não é uma música da Britney Spears. Se bem que eu achava que ninguém mais tinha o direito de lançar uma música com essa expressão no nome…mas vamos lá, musiquinha bem qualquer nota, bem adolescente… nada demais nessa música, mesmo com a participação do Charlie Puth! Aliás Charlie ❤️!

Aí vem You Gotta Not escrita pela Meghan Trainor. O que me irrita um pouco apesar delas serem ótimas é o fato das músicas serem um pouco parecidas. Se a gente pegar a discografia das Little Mix podemos ficar confusos sobre qual música pertence a qual álbum. CTRL+C / CTRL+V?! Já dizia o velho ditado: “em time que tá ganhando, não se mexe”. Um desperdício de faixa. Sabe as meninas que não querem mais garotos e querem caras que ajam como homens? Então, mais uma música sobre isso! O problema é que chega em Down and Dirty. Pula! A gente não precisava de uma bobagem como essa. Nem elas. SOCORRO!

A sétima faixa do álbum, Power, pode até virar um single. As meninas mostram bons vocais. Diferente dos singles anteriores. Torço para ganhar o destaque merecido. Depois de alguns deslizes no álbum a faixa dá um respiro positivo! Mas nem tudo são maravilhas. Vem a faixa seguinte: Your Love e a gente quer cortar os pulsos. 🙁

LittleMixNobody Like You é aquela balada certeira do álbum. Tinha que ter. Single de natal? Pode ser. Seria a escolha ideal. Aí na faixa 10 as Little Mix vem com a canção No More Sad Songs… essa poderia estar no início do álbum, né? Chega de chororô adolescente. A faixa é ótima. A melodia da canção e a batida faz a música grudar na cabeça. Sério! Tenta aí!

Private Show? Outra faixa com nome de música da Britney? Enfim. Porém também é boa. Finalmente saíram da sofrência e querem se divertir. Música pop é pra isso, né? Está entre as minhas favoritas do disco. A última faixa da versão standard Nothing Else Matters é maravilhosa. Elas realmente deixaram as melhores para o final do disco. Que alívio. Achei que o disco não tinha mais volta. UFA! Já tem fã gritando nas redes sociais querendo que essa música vire single! Será?

Aí vem as três faixas da versão deluxe. Beep Beep é a primeira e o que esperar de uma música que tem esse nome? Nada, né? Pula. Chega a vez de Freak que é beeeeem melhor que a anterior, mas é completamente compreensível o fato de estar como faixa bônus. O álbum deluxe termina com Touch em versão acústica. Ela é boa tanto na versão normal, quanto na desplugada. Se elas quisessem poderia incluir a versão ao vivo que a gente ia amar!

Confesso que estava esperando um pouco mais de atitude das meninas neste disco. Elas tem se mostrado cada vez mais poderosas, com uma postura mais de mulheres e menos meninas, mas as músicas não estão acompanhando. Elas podem seriamente ser atropeladas. O final do disco dá uma melhorada e conversa bem com o início do disco, mas o meio ficou meio embolado, com faixas vazias, pobres tanto na composição quanto na estrutura. Uma pena. Faltou ousar, expandir. Ficaram no mesmo território seguro de sempre. Nem consegui avaliar se está melhor que o disco anterior, me pareceu apenas uma extensão de tudo o que elas já tinham feito. E vamos ver quem vai esperar pelo próximo disco.

Nota: 65/100