Redemption: o surpreendente disco de Dawn Richard

Danity Kane foi uma girlband que, entre 2006 e 2008, sobrevivia aos trancos e barracos (barracos mesmo) e nos entregavam boas músicas, representantes de bons tempos em que tínhamos mais de duas opções de girlbands – e a gente AMA girlband.

O grupo se desfez por inúmeras desavenças e brigas entre as integrantes, dentre elas a nossa musa dessa review: Dawn Richard. Dawn ainda retornou junto de Aundrea e a Shannon pra um ensaio de um possível retorno – sim, pois o que se esperava de um retorno se tornou apenas uma obrigação.

Em meio a tantas idas, vindas e confusões, Dawn se sobressaía e conseguia lançar discos em carreira solo, foram 5 EPs e agora 3 discos. Agora em 2016 a cantora dá um enorme passo em seu próprio caminho ao lançar a terceira parte de uma trilogia que ela iniciou lá em 2013.

Redemption é o disco da vez.

Aqui Dawn parece superar absolutamente tudo aquilo que já fez no passado e principalmente pelo que teve que passar enquanto integrante de uma conturbada girlband. Estamos caminhando ao fim de um difícil 2016, onde na música tivemos enormes e gratas surpresas e quando pensávamos que ninguém mais poderia nos surpreender, nos aparece a americana e nos faz rever nossos conceitos e as certezas desse ano.

Em Redemption, vemos, ouvimos e principalmente sentimos uma cantora madura, de aura e voz poderosas e com as certezas do que fazer aqui. Nos faz parecer que aqui tudo é feito com o máximo de atenção possível, nenhum elemento é incluso de qualquer jeito.

Aos montes ouvimos outros músicos ‘jogar’ elementos de música eletrônica em uma mistura originalmente R&B, nos entregando coisas genéricas, superficiais e sem graça. Dawn conseguiu dosar muito bem cada elemento do que queria usar.

Temos elementos da música eletrônica em Love Under Lights Black Crimes, um solo de guitarra maravilhoso na moderna e variada LA e o moderno R&B que aparece em toda a tracklist.

Destaque para: LA, Love Under Lights, Black Crimes, Vines, Sands The Louvre.

Por mais que nesse disco se dispusessem a compará-la a demais nomes do mesmo nicho, ouso dizer que Dawn ainda consegue algo único.

Nota: 85/100

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