Os 15 Melhores Discos de 2016

2016 não tem sido um ano fácil. Se a gente for enumerar a quantidade de coisas bizarras que aconteceram neste ano a lista pode ficar sem fim. Sério, vamos tentar: tragédia da Chapecoense, o Brexit, o divórcio do William Bonner e da Fátima Bernardes, a vitória de Donald Trump rumo à Casa Branca, o Impeachment da Dilma, as delações premiadas intermináveis, as mortes de David Bowie, Lemmy, Prince, Leonard Cohen, Sharon Jones! Afff… chega! Acaba logo!

Mas o ano de 2016 deu pra gente bons discos. Aliás saíram tantos mas tantos álbuns neste ano que foi bem difícil chegar nessa lista dos quinze melhores. Claro que pode ter coisas boas que acabaram não entrando, mas isso vai sempre acontecer em qualquer lista sobre qualquer tema. Vamos então à lista daqueles que a gente curtiu muito nesse ano e que nos chamaram bastante atenção:

 

 

  1. MELANIE C – VERSION OF ME

2016 foi um ano daqueles para Melanie C, a eterna Sporty Spice. Ela lançou single beneficente, recusou fazer parte do retorno das Spice Girls e finalmente lançou o seu sétimo disco solo, após cinco anos de espera, desde o lançamento do seu último álbum de inéditas. Com Version of Me a cantora voltou a aparecer no Top 40 inglês depois de 11 anos sumida dos charts. O carro-chefe do disco, Anymore, foi classificada pelo Digital Spy como a melhor faixa solo de uma Spice Girl! Uau! Mel só te digo uma coisa: até Abril! Nos vemos na sua turnê pela Inglaterra! Se você perdeu a resenha que a gente fez, dá uma conferida aqui.

 

  1. TOM ODELL – WRONG CROWD

O disco do Tom Odell já havia aparecido na nossa lista preliminar, em julho, como um dos cinco melhores discos lançados no primeiro semestre. E seria muito estranho se ele não se mantivesse e aparecesse na nossa lista definitiva.  Tom ganhou destaque internacional quando foi premiado pela Escolha da Crítica, do Brit Awards, como um daqueles artistas que a gente deve prestar atenção.Ele pode não ter conseguido o sucesso internacional de outros premiados como Adele, Ellie Goulding e Florence, mas o cara manda super bem nos charts ingleses, vende a adoidado, esgota shows com meses de antecedência.  Wrong Crowd é maravilhoso, consistente e traz um Tom não tão sofrido como no seu primeiro trabalho, mas ele continua com sua interpretação cada vez mais precisa e potente. Merece ser ouvido! REVIEW.

 

  1. SOLANGE – A SEAT AT THE TABLE

Solange Knowles era talvez uma das cantoras mais injustiçadas dos EUA. Injustiçada por, involuntariamente, viver as sombras de sua irmã. Era. Com o disco A Seat At The Table, Solange provou para o mundo todo que pode sim ser mais uma Knowles de talento, sucesso e respeito. Com letras que dizem sobre a intimidade em família, racismo (como não haveria deixar de ser) e uma produção totalmente independente, com nomes de respeito envolvidos, a cantora sobe mais um patamar no hall de estrelas da música americana. REVIEW

 

  1. ZAYN – MIND OF MINE

Participar de uma boyband já é um motivo de inúmeras dúvidas a respeito do seu talento e da capacidade de decidir e fazer suas próprias escolhas. Ainda mais quando a banda é o One Direction, a maior boyband desse milênio. Ao deixar a banda há quase dois anos Zayn foi um dos nomes mais falados nas redes sociais e gerou grande comoção no cenário pop. Mas ele fez o que era preciso. Sua saída do 1D fez com que ele mostrasse a que veio e desse o passo certo numa carreira que promete. Mind of Mine com toda certeza é um dos melhores discos do ano e se não aparece em muitas listas é porque justamente o tal “preconceito” ainda existe. Pillowtalk e Love Like I Would tão aí pra provar que deu para fazer música boa em 2016! REVIEW

 

  1. MAX – HELL’S KITCHEN ANGEL

Outro que acerta a mão em cheio no seu disco é o cantor MAX, ou Max Scheinder. E mais surpreendente é que Hell’s Kitchen Angel é o seu primeiro trabalho! SIM! O primeiro disco. Enquanto ele é jogado pra alguns papéis bastante duvidosos em filmes de péssima qualidade na produção e roteiro, Max corria por fora preparando seu primeiro disco. Entre trocas de gravadoras e mais alguns outros empecilhos, eis que o Hell’s Kitchen Angel tomou forma e foi lançado.Em um trabalho primoroso, digno de um grande artista pop, Max surpreende com canções simples em produções pra lá de requintadas e bem estruturadas. REVIEW

 

  1. MAYER HAWTHORNE – MAN ABOUT TOWN

Acabei de ver um show do Mayer Hawthorne, na Suíça, e posso te garantir que Mayer possui uma das melhores presenças de palco da atualidade. O cara manda bem e assume completamente o personagem que ele vem criando desde o seu primeiro álbum. Man About Town também é daqueles álbuns que já tinham aparecido na nossa lista dos melhores do primeiro semestre e precisava estar aqui na nossa lista definitiva. Mayer flerta com o funk, o soul, com a Mowtown como poucos e faz isso super bem.

 

  1. BEYONCÉ – LEMONADE

Se tem alguém que o mundo não cansa de glorificar de pé é Beyoncé. E ela tem todos os motivos para ser reverenciada. Poucas são as artistas que conseguem criar tanto buzz e administrarem suas carreiras de forma tão eficaz. E por causa disso há inúmeras conspirações e intrigas maldosas a seu respeito. Mas ao mesmo tempo existe uma teia que bloqueia e garante a ela toda segurança a qual precisa, né Jay-Z? Talento ela tem de sobra e não precisa provar nada à ninguém e seu disco Lemonade vem aí para ajudar a firmar isso. Politizado e eclético ela não dorme no ponto e faz um dos melhores discos do ano, com chances certas de levar vários Grammys para casa em 2017. Só nos resta esperar. REVIEW.

 

  1. BIRDY – BEAUTIFUL LIES

Se no disco anterior, o Fire Within, de 2013, quiseram mudar algumas coisas na sonoridade da cantora, agora em 2016 ela parece recusar quaisquer opiniões externas e apostar naquilo que sabe fazer de melhor. Birdy, em Beautiful Lies, assina a composição de todas as faixas e a coprodução da maioria. Executa uma performance excepcional e inspiradora e conquista o ouvinte com sua doce voz. Birdy soube muito bem o que fazer aqui desde o início e o resultado é um disco maduro e inspirador. REVIEW.

 

  1. THE LAST SHADOW PUPPETS – EVERYTHING YOU’VE COME TO EXPECT

O segundo disco da banda inglesa The Last Shadow Puppets foi lançado oito anos depois do primeiro trabalho dos caras. Formada por Alex Turner, do Arctic Monkeys, e pelo Miles Kane, do The Rascals, a banda surpreende por combinar elementos de pop dentro de um rock que agrada diversas tribos dentro do próprio estilo. A aceitação da banda é tão boa na Europa e o retorno tão aguardado que o disco estreou direto no primeiro lugar dos charts por lá. Dica: se você está esperando algo parecido com o Arctic Monkeys, desista. Mas aproveite esse também até a última gota. (REVIEW)

 

  1. DAVID BOWIE – BLACKSTAR

A gente mal tinha iniciado o ano e fomos presenteados com uma das maiores obras primas de David Bowie. O que a gente não podia se quer sonhar é que dois dias depois o cantor viria a falecer. Sua figura e capacidade de se reinventar influenciaram inúmeros artistas e vai influenciar muitos que vão surgir. Blackstar é aquele álbum que parece ter sido feito como um anúncio da sua partida. O videoclipe de Lazarus então assina a sua sentença de eternidade. O processo de gravação foi inspirado por whisky, jazz e inúmeras audições aos trabalhos de Kendrick Lamar. O filho mais ilustre de Brixton nos deixa uma saudade imensa, mas com a certeza que contribuiu como poucos para a música. A Blackstar, a estrela negra, brilha lá em cima agora! REVIEW.

 

  1. ALICIA KEYS – HERE

Quatro anos após o lançamento de seu último disco, Alicia Keys já sentia o peso nas costas de uma longa estrada como cantora. As vendas, o buzz e os desempenhos nos mais variados aspectos de seus discos e singles já não eram mais os mesmos. Enquanto alguns artistas ainda conseguiam se reinventar, Alicia parecia ainda perdida. Mas ela tinha uma bela carta na manga: o disco Here. Nele ela se reinventou, se recriou e o melhor de tudo apostou no que ela se sentia a vontade em fazer. Apostou na clássica sonoridade da música negra americana, no R&B, no Gospel, no Hip-Hop, se unindo a seu marido, o mega produtor Swizz Beatz. Alicia Keys soa honesta, profunda, decidida e além de tudo talentosa como sempre. REVIEW

 

  1. FRANK OCEAN – BLONDE

Após todo o buzz e recepção do Channel Orange, seu primeiro disco lançado em 2012, altas eram as expectativas para os próximos passos de Frank Ocean. A cobrança de sua gravadora e de seus fãs foi tanta, que dois dias antes, Frank lançou o Endless, um disco visual e conceitual. Mas foi com Blonde que Frank Ocean realmente mostrou a que veio.A começar pela forma de lançamento, enquanto Endless cumpriria seu contrato com a gravadora, Blonde veio como um disco independente abocanhando as atenções e mostrando sua audácia. Entre os colaboradores, Andre 3000, Pharrell Williams, Jazmine Sullivan, Beyoncé e Kanye West, todos em posições e com papéis diferentes do que estão acostumados – Beyoncé apenas faz as vezes de backing vocal em Pink + White. Blonde representa acima de tudo a veia e poder artístico de Frank Ocean, o que ainda vai render muitos trabalhos. REVIEW.

 

  1. CÉU – TROPIX

Céu é de longe uma de nossas maiores artistas. Com fama e sucesso no exterior que daria inveja a muita cantora pop nacional, Céu se prova a todo momento no Tropix o porquê de tanta moral e respeito. O disco já abocanhou dois Grammys Latino (Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro e Melhor Engenharia de Gravação). A gente aqui não se cansa de ouvir. E vamos entrar 2017 com o disco ainda na nossa cabeça e na nossa playlist! REVIEW.

 

  1. THE WEEKND – STARBOY

Pouco mais de um ano após lançar o comentado e aclamado Beauty Behind the Madness, The Weeknd já estava pronto pra mais um grande lançamento.O terceiro maior debut do ano, nos Estados Unidos, é do canadense com o Starboy, que pra nós é o segundo melhor disco do ano. Nele The Weeknd se despede de seu “antigo eu”, parte para o seu lado mais pop e mais dinâmico. Sua parceria com o duo Daft Punk é a cereja desse bolo.No fim, Weeknd consegue nos fazer esquecer do lançamento de 2015 e se concentrar apenas em Starboy. Consegue, como poucos, se distanciar de um disco lançado tão recentemente, fazendo com que a gente não esqueça e não enjoe dele. REVIEW

 

  1. BANKS – ALTAR

E não teve pra ninguém. Uma das maiores surpresas desse ano tão conturbado e tão cheio de descontentamentos foi a persona e pessoalidade de uma cantora que aos poucos conquista cada dia mais admiradores: BANKSThe Altar é tão pessoal, íntimo e sincero, que é quase impossível não se identificar e se reconhecer na maioria das faixas. Ouvindo o álbum nos tornamos íntimos e representados por letras que de tão verdadeiras, se tornam algumas vezes doloridas de admitir. Banks consegue aqui todas as atenções por conta de sua profundidade e profusão de sentimentos e reações, contando o que houve em sua vida amorosa, entre o lançamento de seu disco de estreia, o Goddess, de 2014, e o início de seus trabalhos com um segundo álbum, e como isso abalou sua vida pessoal. REVIEW

Já sabemos o que dizer: vem logo 2017!