Rag’n’Bone Man e seu impecável disco ‘Human’

Demorou, mas chegou. O primeiro disco do inglês Rag’n’Bone Man demorou quinze anos para ser lançado. Sim, o cara tá tentando e buscando seu lugar ao sol desde a sua juventude e, hoje, aos 32 anos ele comemora o sucesso. E que sucesso! Para se entender o tamanho da coisa, o cara recebeu até telefonema de Sir Elton John para elogiar o seu trabalho e dizer o quanto tem curtido o seu som. Incrível, né?

O que esperar de um disco que abre com a faixa que dá titulo ao disco? Human, o lead single do álbum, é um estrondo só. Uma canção grandiosa que merece aplausos de pé. Quando se ouve a canção te traz tantas referências à cabeça, mas os elementos da música negra gospel ganham destaque com a voz poderosa do cantor. Por falar na voz, não é fora do comum ler inúmeras críticas o comparando com nomes como Sam Smith e Adele.

Alguns podem se assustar ao ver o quão Rag’n’Bone Man é grandão e é tão engraçado ele cantar uma faixa como Innocent Man, pois a imagem de fortão que ele passa pode intimidar, mas na verdade ao cantar ele entrega toda sua doçura, sua vulnerabilidade. É tão autêntico e voraz que dá vontade de ficar ouvindo sem parar. Quando chega a vez de Skin aí você aplaude de pé. Outra que merece grande destaque é Better Man. E a dor cantada em Love you Any Less? Dá para sentir aqui.

Duas outras canções me chamam bastante atenção. Uma delas é a faixa Ego que traz a voz de Rag abafada e ainda traz um trecho em rap, estilo que o cantor  explorou por muitos anos. Agora Arrow dá uma quebrada numa sequência de músicas mais calmas e traz um refrão grandioso, bem melódico, para gente cantar junto.

Agora quer um tiro? Ouça a faixa Die Easy que Rag’n’Bone Man encerra a versão standard do disco. Inteirinha à Capella! Emocionante, pois fala justamente sobre morte e como ele gostaria que o fim fosse fácil.

Claro que pode ter aquelas faixas que a gente ouve uma ou duas vezes e pula, mas porque a gente se apega tão fortemente à algumas faixas que é difícil de parar de ouvi-las. Mas é inegável que o disco é um forte concorrente a um dos melhores do ano e que pode estar sim na lista de indicados ao Brits do ano que vem. Seria um feito e tanto. Eu apostaria até num convite futuro para o cara compor e cantar o tema de um dos filmes de James Bond. Épico!

*Desde janeiro de 2017 não publicamos mais notas para as músicas/discos avaliados em nossas reviews.

Siga a gente no Instagram: @musicanosinspira

Tagged with: