Zara Larsson arrasou ou frustrou com seu disco de estreia?

Juro que eu tenho um p*** medo de um artista lançar o seu primeiro álbum quando inúmeros singles já foram lançados. Mais ainda quando ele resolve incluir no disco esses singles já lançados. O disco já nasce com cara de velho. E é justamente como me sinto quando começo a ouvir o primeiro disco da cantora sueca Zara Larsson, lançado nesta sexta (17).

O álbum já estava circulando na internet há pelo uns dez dias, mas me segurei e deixei para ouvir hoje. No dia oficial do lançamento. E não quis ler absolutamente nada a respeito para que minha reflexão sobre o disco que nasce velho não fosse influenciada por qualquer leitura ou comentário. Deixei que o álbum, So Good, fosse o guia dessa jornada musical.

Antes de mais nada é importante ressaltar que Zara Larsson tem uma voz delícia, uma atitude que muito agrada o mundo POP, mas será que tudo isso somado ao carisma dela foram suficientes para fazer do So Good um, no mínimo, bom álbum POP?

Preciso falar que curti de cara a faixa que abre o disco. What They Say já chega dizendo para “não acreditar no que eles dizem”. Seria pra mim isso? Seria uma forma dela já dizer ao mundo para não acreditar que o disco é um disco velho e que ela tem muito mais a oferecer? Preferi entender dessa forma. Outra que chama atenção no disco é Don’t Let Me Be Yours que tem o dedo de Ed Sheeran na composição. O Spotify deu destaque à faixa nesta sexta. Seria um possível novo single? Será?

Claro que os maravilhosos singles Lush Life, I Would Like, So Good e Ain’t My Fault estão lá. Never Forget com o MNEK também, ufa! O melhor dela, sem dúvida alguma! E no meio das quinze faixas do disco, acredite se quiser não pareceram datadas. Não se perderam. Combinaram e isso a gente precisa dar crédito para Zara que se manteve fiel ao pop que ela assumiu e tomou como seu. Ah! Dos singles não podia ficar de fora a novíssimo Symphony, com o Clean Bandit! É tanta música de trabalho que fiquei na dúvida se algum não teria ficado de fora. Ficou?

So Good é um disco bastante linear. Ela não arriscou um passo se quer fora daquilo que ela se propôs. Então ao ouvir o disco os fãs não têm nenhuma surpresa. Logo, se curtiram os singles lançados até agora, vão facilmente curtir o restante do disco. É uma Bíblia POP? Um divisor de águas? Não mesmo. Também não acho que ela tenha tido alguma intenção do gênero. Mas com certeza ela fez um disco para as pessoas se divertirem, ou seja, música pop pura. Cheio de melodias chiclete, letras pegajosas, mas que serão facilmente descartadas e esquecidas. Música POP também é isso, né? Ah! Enfiar umas baladinhas no disco não significa que ela arriscou, ok?! Vale ressaltar que I Can’t Fall in Love Without You é linda!

Engraçado que depois de ouvir o disco da Zara Larsson você fica com a sensação de que nenhuma faixa é boa o bastante para ser um single que realmente tenha algum efeito por aí. Pelo menos ela acertou em cheio nas músicas de trabalho, é o que faz o So Good não ser um álbum a ser deixado de lado. Mesmo assim, pode ser que seja, já que o que é bom a gente pode já estar enjoado. De tão bom, ouvimos tanto que já não aguentamos mais.

Apesar de tudo isso Zara entrega um bom trabalho. Ela se mostra bastante confiante. A voz dela realmente é muito boa e as músicas, em diversos momentos, me trouxe pontas de nostalgia, me levou direto para os anos 90. A sonoridade chega muito próximo e seus dezenove anos não deixa ficar cafona. Tá tudo certo, na medida. Mas um disco bem na média.

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