Lollapalooza 2017: As memórias que criamos!

Estão vivos? Quem foi ao festival Lollapalooza neste final de semana, em São Paulo, pode ostentar pois teve diversos shows que entraram pra sempre na nossa memória!

No sábado o primeiro show que eu vi foi o da banda Baiana System e posso falar? Que show espetacular! Nunca tinha os visto ao vivo e, após ver o show, deu pra entender o porquê de tanto buzz em torno deles. Botaram a galera para pular numa mistura foda! Outro show que ganhou o meu coração foi o da banda Glass Animals. Os ingleses mandaram ver com seu indie rock e com diversas referências psicodélicas. Foi lindo de ver a plateia animada e interagindo com a banda. E a animação do Cage The Elephant no palco principal? O vocalista Matt Shultz parecia desacreditado com o tamanho do palco e corria de um lado pro outro sem parar! E mais uma vez a plateia mandou ver! Outro tiro certíssimo do line-up! E olha que a banda já tinha participado do festival em 2014! O que falar das lindas Tegan And Sara? Foi outro acerto! E a plateia curtiu bastante, mesmo quem não fazia ideia quem eram elas!

Mas nem tudo são flores! Claro que você já deve saber das filas quilométricas que se formaram nos bares. As pulseiras “cashless” foram apontadas como grandes vilãs da história, mas fato é que no ano passado o Lollapalooza recebeu 135 mil pessoas, somando os dois dias. Já na edição deste ano o número fechado surpreendeu quando foi revelado que no sábado passaram pelo Autódromo de Interlagos 100 mil pessoas e, no domingo, 90 mil. Claro que a demanda foi muito maior do que o esperado, mas se eles já sabiam a quantidade de ingressos vendidos porque não organizaram os bares e uma quantidade melhor de ambulantes? Neste domingo a coisa foi um pouco melhor.

 

Arrependimento desta edição do Lollapalooza: estava eu no palco Onix – o mais distante de todos-  vendo o show dos incríveis do The XX e cometi a burrada de sair porque também queria ver o show da sueca Tove Lo. Uma cagada homérica. Enquanto só há elogios para a performance do trio inglês, a performance da Tove Lo só agradou quem realmente gosta da cantora, já que ela não fez nadica para agradar quem não conhecia além dos seus singles. Grande parte da plateia preferia ficar em suas conversas paralelas e fuçando seus celulares. Só chamou atenção mesmo quando mostrou os seios. Nenhuma novidade no mundo pop. Na sexta rolou show solo dela no Audio Club e não duvido que o show de lá tenha sido muito melhor do que o do festival já que o público devia ser quem realmente curte o som da moça, mas no Lolla não rolou. Se arrependimento matasse.

Ir ao Lollapalooza é um exercício de disposição. Você anda uma vida inteira para chegar em outro palco interessante e fica num vai e vem maluco. E nenhum dos palcos tem uma identidade bem definida. Eles misturam estilos e isso acaba estimulando sua procissão. Não há como fugir.

Neste domingo um dos momentos que me surpreenderam foi a plateia empolgada com o show do australiano Vance Joy. Não eram nem três da tarde e um grande número de pessoas acompanhou a performance. O som indie pop do cara agradou e um número muito maior do que eu imaginava cantarolava as músicas do cantor. E olha que ele só tem disco lançado! Mandou muito bem!

Eu tava moído ainda do dia anterior, mas sou filho dos anos 80 e não poderia deixar de ver o show do Duran Duran e, de longe, um dos melhores do festival! Foi mágico! Um show cheio de hits e, mais uma vez, a plateia deu um show a parte. Claro que tinha a turma dos quarentões e cinqüentões acompanhando, mas o público predominante era da casa dos 20 e poucos que tinham os clássicos na ponta da língua. Ordinary World com a participação da Céu foi o ponto alto! Acaba um e sai correndo pro palco principal ver o Two Doors Cinema Club para delírio dos indies de plantão. Não vi muito, apesar de curtir a banda e de ter gostado bastante do que vi, mas o cansaço bateu. Voltei pro Onix para me preparar pro nome mainstream mais forte desse Lolla, o The Weeknd.

O canadense Abel – The Weeknd – pode ter feito o melhor show dessa edição. A repercussão na internet da apresentação do cara foi estrondosa e gerou centenas de milhares de tweets. Engraçado! Há pouco mais de três anos eu vi o The Weeknd abrindo o show do Justin Timberlake, em Nova York. E olha como o mundo dá voltas: em tão pouco tempo ele faz seu primeiro show no Brasil pertencendo à elite da música mundial. Agora alguém precisa avisar para ele que abrir o show com o Starboy é para matar a gente! Foi foda! Os efeitos no telão e o desenho da luz foram um espetáculo a parte! Rolou até Seleninha no telão <3.

Festival é isso. Caminhadas longas, a dúvida de qual show ver e como lidar com aquele que não vai ver, voltar para casa cheio de dores no corpo, mas cheio de memórias de shows que a gente vai se orgulhar de ter visto. Só não vale ficar em casa se arrependendo por não ter ido! Agora é só aguardar pelo Lollapalooza 2018!

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