A viagem do Goldfrapp no novo disco Silver Eye

Faz duas semanas que saiu o novo disco da banda inglesa Goldfrapp! A espera já durava praticamente quatro anos desde o lançamento de Tales of Us. Agora, o que falar sobre a minha primeira experiência com o novíssimo Silver Eye? A melhor possível.

Lançado na sexta-feira (31/03), foi quando eu visitava a icônica Rough Trade, em Brick Lane, em Londres que o disco me “picou”. Estava sendo reproduzido em alto e bom som na loja lotada. E foi amor à primeira vista. A capa já tinha me ganhado alguns dias antes, mas quando finalmente ouvi foi fatal.

A faixa que abre o disco Anymore abre perfeitamente. Agora quando você vai para Systemagic, a segunda faixa do disco você vai entender a que eles vieram. Antes eu tava falando que meu primeiro contato com as canções do disco tinha sido numa loja e o fato delas estarem num volume alto fez toda a diferença. Sim, elas são maravilhosamente perfeitas para serem ouvidas em alta potência! Faz parte da magia.

Tigerman é misteriosa, quase que esotérica, e segue exatamente a fórmula que fez a banda ser querida entre inúmeros admiradores. Fecha o olho e você vai achar que está fazendo parte de algum ritual. A viagem vai ser a mesma em Become The One.

Me deu uma baita curiosidade de ver como as faixas do Silver Eye funcionam ao vivo. Adoraria vê-los ao vivo. Cadê Braseeeeeeeelllllll? Mesmo assim tenho um pouco de medo. Muitas vezes sons soam tão bem nos discos que quando vai pro ao vivo perde completamente o encanto. Então vamos ficar desse jeito que estamos, pelo menos por enquanto.

Boa parte das canções do disco são longas. Algumas chegam a ter a duração superior a cinco minutos. É o caso de Faux Suede Drifter. Ela me cansou um pouco e pulei correndo pra Zodiac Black. Mais uma viagem daquelas, quase que um prelúdio para ótima Beast that Never Was.

 

Everything is Never Enough é outra que entra na lista das favoritas desse novo álbum do Goldfrapp. E dá a entender que claramente eles elaboraram uma trilha sonora. O disco tem faixas que realmente parecem se completarem. Moon In Your Mouth e Ocean mais uma vez parecem se pertencerem. Um disco cheio de acertos, que cansa em alguns momentos, mas com muito mais qualidades do que defeitos.

 

Não eram nem oito da manhã, estava num trem que tinha acabado de sair de Londres sentido Glasgow, na Escócia. Manhã fria, com a famosa neblina nos campos da Inglaterra. Combinação perfeita para entrar na “viagem” que o disco propõe. Hoje, por exemplo, aqui em São Paulo está um clima bastante parecido. Mais uma boa pedida para colocar um bom fone de ouvido e fazer essa viagem novamente.

Só vai curtir o disco do Goldfrapp quem realmente se entregar. Ouvi-lo é uma entrega, uma experiência. Não é um disco para “iniciantes”, tem que realmente estar a fim de curtir e se aventurar, experimentar uma incrível referência de sons misturados, modernos, mas bastante sofisticados, numa ótima produção.

Tá disposto? Vem viajar, mas aumenta o som!

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