Blaenavon, a banda inglesa que já é um clássico!

Eu estou absurdamente viciado no Blaenavon e vou contar pra vocês como eu conheci o som dos caras que definitivamente estão na minha playlist atual! Vou confessar que estou numa crise quase que existencial para escrever esse post. Não sei se a linha que eu sigo com o texto melhor se encaixaria na seção ‘Introducing’, ‘Inspira’ ou até mesmo na nossa seção de ‘Reviews’, então vai ser um misto de tudo isso. Aguenta aí!

Alguns meses atrás comecei a pesquisar sobre shows que rolariam pelo Reino Unido nas datas que eu estaria por lá nesse começo de mês de abril. Foi assim que eu vi o nome do Blaenavon e o que me chamou a atenção foi a foto do trio. O visual dos caras me prendeu e calhou deles terem agendado um show em Glasgow, na Escócia, justamente em um dos dias que eu estaria na cidade. E o melhor, seria num lugar super pequeno para cerca de 200 pessoas, num pub praticamente. Ouvi algumas coisas no Spotify e no Youtube e decidido: ingresso comprado! E fiquei com esse barulho:

 

Mas a gente precisa fazer as honras e apresentar os caras direito, né? A banda é inglesa, formada por três jovens garotos que, quando surgiram em meados de 2013, se auto-proclamavam como uma “banda com algo a dizer”. O som? Indie rock, com letras às vezes melancólicas, mas também maduras.

O show que vi do Blaenavon há pouco mais de duas semanas tinha uma plateia essencialmente jovem, bem jovem. Digamos que 85% do público estivesse na faixa dos 20 anos de idade. Os fora dessa característica ou estavam perdidos ou eram extremamente curiosos, como eu. Para minha completa e feliz surpresa posso dizer que o show foi seriamente MARAVILHOSO! Os meninos são realmente bons ao vivo, se jogam no palco e entregam um show cheio de energia. A plateia respondeu super bem e fez a sua parte, fazendo que o vocalista Ben Gregory arriscasse por várias vezes uma “espécie” de mosh. Saí de lá com a cabeça pensando tanta coisa, com tanta vontade de ouvi-los mais e mais. A boa notícia? O aguardado primeiro disco da banda seria lançado alguns dias depois, ainda na mesma semana.

Eis que That’s Your Lot foi lançado. Para muitos a espera foi muito longa, desde o lançamento do primeiro EP em 2013. Para alguns veículos da imprensa a demora, de fato, foi maior do que o esperado, mas o material entregue fez esse longa período valer e muito a pena. Mas nem tudo foram flores. Nesse intervalo de pouco mais de quatro anos a banda gravou um primeiro disco que foi complemente rejeitado pela gravadora, fazendo os caras começar o projeto do zero. De acordo com artigo publicado pelo semanário inglês NME o disco foi rejeitado por mostrar um material completamente sem direção, levando a gravadora a pensar que eles não estavam se levando tão a sério. Uma cagada que quase levou tudo por água a baixo. A segunda chance foi recompensada: o NME concluiu que That’s Your Lot já é um disco de estreia clássico, dando os créditos que essa nova tentativa merecia.

Ah! Uma ajudinha do Two Doors Cinema Club também foi super bem-vinda pra fazer com que a banda ganhasse mais alguns fãs e também a atenção de mais gente da imprensa. O Blaenavon abriu os show dos caras durante a turnê inglesa e parte dos shows pela Europa durante os meses de fevereiro e março.

 

Tenho ouvido bastante o álbum desde o seu lançamento, no último dia 7, e há um misto de sentimentos, porque quando ouço a vontade é sim de voltar lá pra aquele show pequenino no King Tut’s Wah Wah Hut! O nome é maior do que o lugar! Juro! haha! Me fez ter vontade de ter 18 novamente. A revista DIY classificou o disco como “um grande, rico e brilhante registro da juventude”. É isso mesmo, chega a ser revigorante e uma viagem no tempo, tudo de uma vez só.

Pra mim Orthodox Man é daquelas faixas que daqui alguns anos eu vou ouvir e vou dizer: “Porra que música foda!”. E Let’s Pray? Por vários momentos eu viajo na minha cabeça e vou lá pros anos 80. Tem algo de Morrissey ou tô enganado?  E de novo tô eu lá em Glasgow vendo aquele show, com uma galera se debatendo na plateia, com uma juventude desse mundão soltando seus instintos! Sanidade pra quê?! Tava tudo perfeito! My Bark is Your Bite é outra da lista das melhores do álbum! Lonely Side e Prague ’99 também! E a delicadeza da faixa título que encerra o disco?

 

Se eu recomendo o disco do Blaenavon? Certeza! E vai ser difícil That’s Your Lot não estar na nossa lista de melhores do ano! Os próximos lançamentos precisam ser tão bons quanto! Obrigado por isso guys!

Vem ouvir o disco:

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