Entrevista: Fangclub, a banda irlandesa de rock queridinha dos indies

As coisas são muito engraçadas e a gente não se dá conta de como uma bobagem pode atrasar todo o nosso rolê, não é mesmo? Já faz algum tempo que quero falar sobre a Fangclub, a banda irlandesa que tem ganhado bastante destaque no cenário indie, mas o destino quis brincar com a gente. Em abril, depois de contatar os caras, a gente combinou uma entrevista por email. E amiguinhos, eles demoraram horrores para responder, mas eu achei que nunca tinham respondido! Tudo porque as respostas foram direto para o meu SPAM! E no meio de tanto e-mail acabou quase que se perdendo, mas cá estamos! UFA! E a vontade de falar deles continua! 🙂 <3

O mais legal de tudo é que agora a gente já sabe que o primeiro disco dos caras sai no dia 04 de agosto! Não vou prolongar muito! Venham conhecer o som do Fangclub e conferir nossas entrevista com o vocalista da banda:

 

  • Música Inspira: Primeiro eu queria parabenizá-los. Os dois EPs que lançaram são realmente muito legais e estou bastante ansioso já para ouvir o disco de estreia de vocês. Como que tá indo? A gente tem data de lançamento definida? Conta pra gente também sobre o processo de criação, gravação? E as dificuldades, desafios que encontraram para conseguir gravar esse disco de estreia de vocês?
  • Steven: Hey! A gente tá muito bem e obrigado pelo elogio. A gente anunciou recentemente o lançamento do nosso primeiro disco, autointitulado, para o dia 04 de agosto. Nosso novo single Bad Words também acabou de sair e estamos bastante ocupados! O processo de criação rolou do mesmo jeito de sempre. Eu componho a canção e levo para os nossos ensaios. A gente testa algumas coisas por algumas vezes e pronto. O disco tem onze faixas e são as nossas onze faixas favoritas, pelo menos achamos.  Quando fizemos o álbum era somente nós três e com pouco dinheiro. Nossa maior dificuldade foi ter dinheiro para comer e ter tempo para gravar.. tudo demanda grana. A gente se mudou para cidade de Kerry, na Irlanda, por um tempo e gravamos o disco no estúdio do nosso amigo e produtor Tadhg Healy. Foi realmente divertido e muito excitante para banda sem nenhuma pressão. Incrível.

 

 

  • Música Inspira: Quando a gente escura as canções que vocês já lançaram até agora me dá a impressão que elas devem ser incríveis ao vivo. Tenho certeza de que a energia deve ser bem intensa. Que tipo de influência vocês levam pro palco? Que tipo de shows costumam ir? E quais bandas consideram como influências para a banda?
  • Steven: Sim! Há sim um outro tipo de energia que a gente só consegue entregar numa performance ao vivo. Todas as minhas bandas favoritas fazem justamente isso. São ótimos nos discos mas ao vivo são um caos maravilhoso. A gente vai sempre à shows, mas nesses últimos meses tem sido bastante difícil por conta da correria. Mas sempre que podemos a gente tenta ir em shows de amigos e bandas locais. Difícil te dizer uma única influência porque gostamos de diferentes tipos de sons. Eu amo Nirvana, Weezer, The Vines, Offspring, Beck, Nine Black Alps, Foo Fighters, NOFX….

 

  • Música Inspira: Não dá pra não fazer essa pergunta já que o nosso site chama Música Inspira. Sendo assim, como vocês acham que a música influencia vocês?
  • Steven: Acredito que a música pode te ajudar a encontrar sua própria identidade. E quando isso acontece você se sente invencível. Eu era bastante medroso de tudo, mas quando era jovem e ouvi Offspring e Nirvana tudo mudou! Nada mais importava pra mim depois. Simplesmente parei de me preocupar com tudo.

 

  • Música Inspira: Isso é realmente incrível. E você acredita a música do Fangclub pode influenciar a vida de quem ouve? Como que você gostaria que isso acontecesse e como você gostaria que sua música fosse vista?
  • Steven: Realmente não tenho essa pretensão de que nossa música possa inspirar. É algo impossível pensar nisso. Eu só componho e nós tocamos a música que amamos. Eu fui inspirado pelas minhas bandas favoritas simplesmente por elas existirem e aconteceu. E talvez isso aconteça com quem nos escute. Que quando nos ouçam, tenham vontade também de ter suas bandas e seguir com essa “tradição”. Se as pessoas se conectam emocionalmente com as músicas isso também é realmente ótimo. Mas não dá pra planejar e prever nada disso.

 

  • Música Inspira: Parece que o que importa hoje é apenas as paradas, os rankings. Como que vocês enxergam o mercado da música atualmente e como acham que podem contribuir a fazer algo diferente nesse meio?
  • Steven: Do meu ponto de vista acho que todo o mundo da música se rompeu, se dividiu. Há o lado do mercado onde os números e estatísticas fazem sentido, mas há aquele lado onde a música se conecta com a audiência e muda todo o sentido que os charts querem passar. O mercado da música é mutante. Temos tido a sorte de trabalhar com pessoas incríveis desse meio até agora. E ao mesmo tempo nosso foco é fazer somente aquilo que a gente realmente quer, porque é isso que realmente importa.

 

Que tal ouvir o som do Fangclub no Spotify?

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