Chester Bennington, do Linkin Park, é encontrado morto em L.A. #RIP

A gente sempre imaginou que nossos ídolos durariam pra sempre. E quando nos deparamos com a morte de um desses seus favoritos, tudo cai por água abaixo. Quando a notícia chega, a gente tem quase sempre a mesma reação: diz que é mentira, diz! E nesta tarde mais uma destas “bombas” caiu no nosso colo soando como mentira, pelo menos era o que queríamos acreditar. Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, foi encontrado morto. A imprensa e a polícia local de Los Angeles, onde o cantor morava e foi encontrado morto, trabalham com a hipótese de suicídio.

A música talvez seja a arte que nós mais nos aproximamos do artista já que ele não está protegido por trás dos personagens dos filmes, das séries ou dos livros… A música faz parte da nossa essência, da nossa existência como ser humano. E quando a música perde um artista, pela causa que seja, todos nós perdemos e choramos junto.

O Linkin Park fez parte da vida de milhões de jovens ao redor do mundo. Fez parte da minha no momento mais crucial da nossa formação e das transformações que aconteciam na minha cabeça, no meu corpo. Quando One Step Closer despontou, no final do ano de 2000, eu tinha 13 anos de idade. Me lembro perfeitamente quando via o clipe na TV. Meu primeiro contato com os caras foi através da MTV Latina. Meus pais tinham acabado de colocar TV por assinatura em casa e os canais de música, claro, sempre eram os meus favoritos, e One Step Closer rolava com bastante frequência, mas foi com Crawling que meu coração foi ganhado de vez. E In the End? Nem precisa falar que foi a certificação de uma relação próxima e duradoura. O disco de estreia dos caras, o Hybrid Theory, nestes 17 anos de vida ultrapassou a marca dos 25 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Depois veio o álbum em parceria com o Jay-Z, o incrível Meteora, o Minutes to Midnight e outros quatro álbuns que deixaram o rock mais interessante e as nossas vidas com trilhas sonoras que serão lembradas pra sempre.

O Linkin Park é resultado da incrível parceria de Chester Bennington e de Mike Shinoda com seu rap rápido e potente. Coube a Mike confirmar, pelas redes sociais, o que todos nós não queríamos acreditar e torcíamos para que fosse uma brincadeira sem graça, uma das piores por sinal. Mas com poucas palavras a confirmação veio:

 

A voz forte e com grande alcance fez de Chester Bennington um dos caras mais reconhecidos do rock na década de 2000. Os gritos e toda emoção colocados na sua interpretação das canções jamais serão esquecidas, fator determinante para a banda que vendeu como poucas e marcou presença nos charts ao redor de todo o mundo.

Inúmeras especulações começaram a surgir imediatamente após a publicação do TMZ, a respeito da morte do cantor. A mais surpreendente fica por conta do suicídio ter acontecido no dia que se comemoraria o aniversário de Chris Cornell, que também cometeu suicídio neste ano. Os dois eram grandes amigos.

A última visita do Linkin Park ao Brasil foi em maio deste ano, poucos dias antes do lançamento do álbum mais recente da banda, o One More Light. O single mais recente da banda, Talking to Myself, teve seu videoclipe divulgado HOJE, isso mesmo, hoje pela manhã.

 

Chester deixa esposa e seis filhos, frutos de dois casamentos. Só nos resta desejar que a passagem dele para o outro plano seja calma e que ele sinta o amor de uma legião imensa de fãs. Iremos sentir falta, demais!

Chester obrigado pela companhia de todos estes anos!

Tagged with: