Lana Del Rey volta com disco que massacra seus anteriores

Lana Del Rey ‘soltou os cachorros’ nas redes sociais, nesta semana, quando soube que eu novo disco Lust For Life, o quarto da sua carreira – pelo menos com o seu atual nome artístico – havia ‘vazado’. E a gente consegue entender o porquê.  O novo disco da cantora é um verdadeiro presente para os seus fãs. E para aqueles que, por alguma razão, tem aversão à cantora.

Não chego a fazer parte deste clube mencionado, mas nada da Lana Del Rey me chamava atenção desde o seu acalmado Born to Die, lançado em 2012. Ouvi tudo, mas gosto é gosto, paciência. Tudo começou a soar exatamente igual e é entendível os inúmeros comentários negativos, de que a cantora se repetia numa vibração que facilmente se comparava a um sonífero. A harmonia, a melodia e a produção das canções por diversas e diversas vezes parecia ser a mesma, o que fazia as músicas serem arrastadas e provocarem esse efeito negativo.

Sendo assim nenhuma expectativa, da minha parte, foi criada em torno do novo álbum da Lana e assim segui até que o disco surgiu online nesta semana. E a minha conclusão já de imediato foi a de: “que tiro é esse, papai?”. Born to Die tem um lugar imaculado na música e Lust For Life vêm acompanhando quase que como um sucessor natural, deixando os outros lançamento da cantora no chinelo.

Lust For Life é ousado e atrevido. É classudo, tem uma imponência. O que falar das participações especiais? Tem The Weeknd na ótima faixa título Lust For Life, A$AP Rock na viciante Groupie Love e ainda na arrastada Summer Bummer que ainda traz Playboi Carti. Outros dois nomes ainda figuram o hall das participações do disco: a incrível e lendária Stevie Nicks, em Beautiful People Beautiful Problems, e um nome que dispensa apresentações, Sean Ono Lennon, na boa faixa Tomorrow Never Came.

Em entrevista para a revista inglesa NME Lana disse que ama seus álbuns Ultraviolence e Honeymoon, mas ela reconhece que estava estagnada e tudo parecia o mesmo. Fico feliz dela ter tido essa percepção e reconhecido de que algo precisava ser feito. E assim o fez. Ótimo ver que dá para ser crítico com o seu próprio trabalho e respeitar também o que vem de fora. A mudança de direcionamento criativo para o disco também pode ser sentido ao ver a capa do álbum, linda por sinal, trazendo a cantora numa pose que reluz felicidade e não faz nenhuma alusão aos seus memes de “queria estar morta” propagados aos milhares pela internet.

Lust For Life levou quase dois anos para ficar pronto. A cantora começou a trabalhar nele logo após o lançamento de Honeymoon. O disco foi gravado em Los Angeles, no estúdio do lendário produtor e magnata da música Rick Nowels que já trabalhou com nomes poderosos da indústria como Madonna, Tupac e Stevie Nicks. E o que falar da faixa que a Stevie participa? Beautiful People Beautiful Problems, uma das melhores, sem a menor sobra de dúvidas. Chega a ser mágica, emocionante:

“We get so tired and we complain
‘Bout how it’s hard to live
It’s more than just a video game…” (bEAUTIFUL PEOPLE, BEAUTIFUL  PROBLEMS)

A experiência de ouvir Lust for Life tem sido maravilhosa. E pude ouvir de diferentes maneiras. Com fone de ouvido comum, com as próprias caixas de som do notebook, mas também com fones de ouvido daqueles que beiram os profissionais. E quando ouvido assim, ahhhhh meus amigos… fica ainda melhor. Engraçado que na NME desta sexta-feira (que já está disponível online) eles também sugerem que se ouça desta maneira. Vale a pena, realmente.

Lust For Life é um álbum bastante inspirador e já pode ser considerado um divisor de águas na carreira da Lana Del Rey. E que assim ela siga, sendo ambiciosa e desafiando sua própria zona de conforto. Só tem a ganhar. E quem ouvir o álbum, só tem o que elogiar. Palmas para Lana! Sem dúvidas um daqueles que corre à passos largos a um dos melhores discos de 2017!

Minhas favoritas: Love, Lust for Life, Groupie Love, In My Feelings, Change, 13 Beaches e Beautiful People Beautiful Problems.

Lana Del Rey <3

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