Ser fã não é só para adolescentes

A gente cresce, passa pela infância e chega a uma fase confusa demais, com muitas coisas acontecendo no nosso corpo e na nossa mente, nada é mais o mesmo, ou seja nos tornamos todos adolescentes, nessa fase a gente quer encontrar influências, identidade, um meio, um grupo de amigos. Nessa fase é normal a gente ser fã de alguém, tomar alguém pra se espelhar ou para desejar ser ou ter.

Adolescentes buscam mesmo essa identidade em ídolos, pois são neles que eles veem tudo aquilo que desejam ter um dia na vida, dinheiro, fama, beleza, influencia e mais que tudo isso, popularidade. Mas como qualquer outra fase a gente passa por mais essa e chega na idade adulta com sequelas daquela época, com lembranças boas e ruins, com alguns dos desejos que tínhamos, esquecendo-se até de alguns dos seu ídolos, porém não é com todos que isso acontece.

Por inúmeros motivos, razões, teorias e etc, é de conhecimento geral que essa coisa de ser uma fã louco é mais para adolescentes, mas nós adultos também merecemos uma participação nessa história toda.

Quando a gente conhece aquele artista lá pelos nossos 13/14 anos e o acompanhamos por mais 14 anos – ou até mais que isso – criamos um verdadeiro laço com sua história, sua vida, suas inspirações, seus ideais. É como alguém íntimo, nosso amigo, nosso familiar.

Suas músicas ao longo dos anos marcaram momentos cruciais de nossas vidas, fazendo de suas vozes cada vez mais importantes e significativas para cada um de nós. Ser um adulto e ainda fã daquele artista que conhecemos na adolescência é um ato de devoção que passeia na linha tênue entre uma certa ‘futilidade’ com um verdadeiro significado e importância.

Isso se torna algo especial ano a ano, um sentimento grande, quase tangível. Portanto, não trate como fútil aquele seu amigo que nutre um amor por sua ‘diva’, por seu ‘ídolo’ há anos, muito menos tenha vergonha ou receio de ser um adulto que é fã doente de tal artista.

Ser fã é e sempre será coisa de adulto também!