Double Dutchess: valeu a pena a esperar pela Fergie?

Fergie Album The Double Dutchess

No ano de 2006, Fergie deu um tempinho com o Black Eyed Peas e decidiu investir na sua carreira solo. Sob muitas expectativas, a cantora surpreendeu a todos quando colocou cinco singles, sucessivamente, no top 5 da Billboard. Três vezes a moça atingiu o primeiro lugar;  London Bridge, Big Girls Don’t Cry e Glamorous, um feito invejável para muitos, fazendo com que Fergie se estabelecesse como uma forte promessa na música pop.

FERGIE: Uma pausa (des)necessária?

Fergie ClumsyEntretanto, ela mesma pareceu não muito impressionada com tudo isso: voltou ao grupo, que juntos lançaram mais dois discos – The E.N.D., de 2009 e The Beginning, de 2010 –  e, assim, o sucesso na vida da Fergie continuou. Para desespero de seus fãs, sua carreira solo parecia ter sido deixada de lado.

Ainda assim, surpreendentemente, ela acabou retornando a trabalhar “sozinha” e lá em 2014 Fergie lançava o primeiro – e esquecível – single dessa nova era, L.A. Love (la la la). Sim, o intervalo entre o primeiro single e o lançamento do disco – o Double Dutches – é de três anos, uma clara amostra de como Fergie simplesmente parecia ter perdido o jeito e o timing.

Fergie MILF$Quase dois anos depois mais uma tentativa, o segundo single M.I.L.F $com um vídeo caprichado e cheio de participações especiais, foi lançado. Naquela ocasião o tão aguardado segundo álbum solo de Fergie era oficialmente confirmado, com vídeos promocionais, capa divulgada, apresentações em festivais como o Rock in Rio Lisboa e algumas outras ações. Mas ainda assim não vingou: o projeto foi adiado novamente, o single não o fez o sucesso esperado e mais promessas eram feitas, refeitas e desmentidas. A gente mesmo contou por aqui que o álbum deveria estar perto de ser lançado.

Mas sabe aquele ditado de que quem espera, sempre alcança? 2017 tá aí pra provar justamente isso e o Double Dutches ganhou data de lançamento e, enfim, chegou ao mercado. Claro que depois de tanta história em torno do álbum, as coisas não poderiam ser tão perfeitas. O disco acabou vazando dois meses antes do lançamento oficial.

Tudo isso que contamos até aqui serve para ilustrar o quão desajeitado é esse novo trabalho da cantora e o quanto Double Dutchess foi feito de uma forma qualquer e sem muito sentido.

ALBUM REVIEW

Fergie trabalhou compondo e assinando a produção executiva do disco, mostrando o quão envolvida esteve em todos os processos relacionados ao álbum por longos anos. A única conclusão plausível é que nos parece que ela acabou “perdendo completamente a mão”. Singles mal aproveitados, músicas datadas e até uma fraca apresentação no Rock in Rio, só nos transparece o quanto Fergie saiu dos trilhos.

Ainda assim, Double Dutches tem achados, canções interessantes e que mereciam uma atenção especial. Hungry, com participação do rapper e produtor Rick Ross, abre o disco e já nos dá esperanças de um grande trabalho, ledo engano. O ótimo começo se mantém com Like It Aint Nuttin’, You Already Know, com participação de Nicki Minaj, Just Like You e a, igualmente ótima, A Little Work.

Mas aí começa a tormenta, nem M.I.L.F. $ salva a sequência de músicas esquecíveis e cansativas, com uma sonoridade que tenta ao todo custo nos levar lá pra 2006 (aquela fase maravilhosa da Fergie) em uma tentativa falha.

Fergie sempre deu sinais de fazer música pop com seu toque pessoal, fora daquele usual que todas costumam fazer, mas aqui não funcionou bem. O melhor era ter recomeçado do zero, refeito ou revisado, mas de tanto enrolar e ser adiado foi assim mesmo.

Que tal você ouvir e tirar as suas conclusões?


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