Kelela e o seu já clássico ‘Take Me Apart’

Kelela Album

Definir como “é” ou como “não é” um disco é uma tarefa difícil. Definir então se isso é bom ou não, é mais difícil ainda. Com Take Me Apart, primeiro e recém-lançado disco de Kelela, não é diferente, mesmo que aqui haja um diferencial: o disco já nasceu pra ser grande.

Kelela: grande, gigante 

Grande talvez, seja um adjetivo que possa resumir muitíssimo bem o que é o disco de estreia da carreira da cantora: em sua totalidade e  essência. Kelela sempre se demonstrou grande e superior a muito do que ouvimos, sua música não é pra ser compreensiva e muito menos é para ser passageira. Desde quando surgiu, com uma mixtape ou até com o seu – excelente – EP Hallucinogen (2013), a americana de origem etíope, sempre esteve exaltada, seja por admiradores da música ou pelos próprios profissionais da indústria.

Sendo assim o que poderia passar despercebido, o lançamento de Take Me Apart já é um acontecimento e mesmo que fosse ruim, teria muitos que poderiam o avaliar como um “álbum do ano”. Ou seja, avaliar, dissertar sobre um disco como esse é algo difícil de se realizar, mas ainda assim é uma das tarefas mais agradáveis de se fazer.

A música R&B nos últimos anos andou flertando muito com a música pop e radiofônica americana, perdendo sua essência, tirando dos rumos alguns dos principais nomes do gênero. Mas aí veio Beyoncé e seu autointitulado, de 2013 (além do Lemonade de 2016), sua irmã Solange, com o aclamado A Seat At the Table, lançado ano passado e Khalid SZA, também com seus primeiros discos em 2017, que mostraram que há um caminho de volta, há um caminho que pode ser visível e que separa muito bem o popularesco do R&B tradicional e que o mesmo pode se aproximar muito do contemporâneo.

A VOLTA DO R&B POR ESSÊNCIA

Kelela e seu Take Me Apart é o ápice de todo esse fluxo, é a “cereja do bolo” de todo um movimento, uma bela amostra de como fazer música de qualidade e ainda criar um nicho diferente. O disco é basicamente fincado nas raízes R&B com uma viagem ao tempo, canções como LMKFrontilineTake Me Apart e outras que nos fazem lembrar muito do R&B dos anos 1990.

Mas há aqui também um flerte com a música eletrônica, alguns toques de música pop e pra fechar a voz – que aqui soa perfeitamente bem – de Kelela. De músicas que remetem o passado a atuais como S.O.S.Blue Light (uma das melhores canções do disco) e Onaron, Kelela se sai muitíssimo bem, sua voz é agradabilíssima, suave e encantadora.

Take Me Apart já nasce como um dos clássicos de 2017, quiçá dos últimos anos, mas pra alegria de sua autora a obra cumpre bem o papel que um grande disco deve cumprir. Vale a pena parar o tempo e se dedicar a apreciar essa verdadeira obra prima.

Ouça e tire suas próprias conclusões:


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