Niall Horan, um primeiro disco e pouca coisa pra contar

Niall Horan

One Direction foi um verdadeiro fenômeno fonográfico, quiçá o maior dos últimos anos. Conquistaram coisas inimagináveis, milhares de discos vendidos, estádios lotados pelo mundo todo, milhões de fãs pelo globo. Mas é difícil se manter em grupo e, assim, os meninos decidiram se separar e passaram a tocar suas próprias vidas e carreiras. O que veio a ser uma grande oportunidade para cada um deles mostrar seu próprio talento, também pode ter se tornado um fardo, uma pressão enorme. Primeiro foi o Zayn, depois Harry Styles e enquanto Lyam Payne se prepara para lançar o seu álbum solo, o ‘cara da vez’ é aquele que seria o menos expressivo do grupo, Niall Horan. Ou seria o Louis? 

Flicker é o ponta pé inicial de uma carreira solo que promete bons frutos lá na frente.

NIALL HORAN, o 1d injustiçado? 

Sabe o papo de “pressão”, “cobrança”, etc que todos ex-integrantes de qualquer banda sofrem quando partem em carreira solo? Aqui não é diferente. Niall, por mais apagado que seja em comparação a seus “ex-colegas” também é posto a prova, porém aqui sem muito o que mostrar.

A começar pela falta de um hit. Um hit que não necessariamente seja aquele que esteja em primeiro lugar dentre as canções mais ouvidas em qualquer lista que seja, ou canção mais comprada nos serviços digitais, mas aquela música marcante, aquela que assim que ouvimos já lembramos a quem pertence.

Marca aliás é algo que não tem aqui.Ouvimos e mentalmente dizemos: Niall Horan, mostre a que veio e o que você quer nos contar, nos mostre o que tem de melhor e nos faça viajar em suas músicas, pois se essa era a tentativa, aqui temos uma falha gigantesca.

Flicker é uma tentativa de ser um clássico mas erra em sua falta de nuances, peca pelo óbvio, se repete, se desgasta e não empolga. A gente começa a ouvir esperando muita coisa (falha nossa, talvez) e termina com aquela sensação de surpresa, como quem diz “já acabou?” ou “era só isso?”.

O disco tem boas faixas como On The LoosePaper HouseYou and Me e On My Own (essa última inclusive é uma excelente canção), mas ao todo são faixas que funcionariam sozinhas, quem sabe em companhia de outras não tornaria o disco melhor? O álbum, inclusive, melhora muito lá pro seu final com faixas  como a já citada On My Own, Mirrors e The Tide – faixas essas que se encontram apenas na versão deluxe do disco.

Flicker talvez se torne uma grata experiência na carreira de Niall Horan. Talento e voz para progredir o rapaz tem muito, falta agora se direcionar em algo que fique como sua marca, se focar em criar algo notável em meio a tanta coisa igual – incluindo suas faixas do seu primeiro disco.

Ouça sem esperar demais:


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