Backstreet Boys atingem o topo da Billboard depois de 18 anos!

Os Backstreet Boys lançaram há pouco mais de uma semana o nono disco da carreira. DNA chegou chegando e foi o disco mais vendido da última semana, nos Estados Unidos. Havia pouco mais de 18 anos que a boyband não atingia o primeiro lugar dos charts norte-americanos. Na Inglaterra, o álbum estreou em sétimo lugar, o melhor desempenho deles por lá desde 1999.

DNA se tornou o terceiro disco dos caras a atingir o topo da Billboard. A última vez que os Backstreet Boys tinham alcançado o número 1 foi com o álbum Black & Blue, lançado no final de 2000. B&B chegou a vender mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo e emplacou hits como Shape of my Heart e More than That. Mas foi o álbum Millennium, de 1999, que o planeta praticamente parou para a banda. Foram mais de 30 milhões de discos vendidos. Ponto importante: não existia loja virtual e nem streaming. Era venda física pura e na raça. Mas os tempos são outros.

Justamente por estarmos num outro momento da indústria da música que os Backstreet Boys – que já somam mais de 25 anos de carreira, tem muito a comemorar. De acordo com dados da Billboard, foram comercializadas 234 mil cópias equivalentes do álbum, sendo 227 mil vendas puras. A Nielsen Music – que monitora as vendagens – trabalha com uma métrica que equipara a quantidade de audições que um álbum teve nos serviços de streaming e a converte em números que são somados às cópias vendidas de fato.

Uma das estratégias que fizeram com que o álbum tivesse tal desempenho foi a venda casada do álbum com os ingressos da nova turnê do grupo, a DNA World Tour, que começa em maio. Você comprava o ingresso para uma das mais de 30 datas da nova turnê e levava o álbum para ir aquecendo. O link para download do disco foi disponibilizado no primeiro minuto do lançamento. Aliás, é possível que os Backstreet Boys venham ao Brasil no primeiro semestre de 2020 com a turnê. Fingers crossed.

Outra contribuição aos números foi a bem sucedida residência em Las Vegas. Inicialmente com poucos shows agendados, a temporada de shows começou em 2017 e, com alguns intervalos, chega em 2019 com mais 18 datas adicionadas. Os shows recomeçam nesta quarta-feira, dia 6, e vão até 27 de abril. Ah! Pra ficar claro: residência em Vegas e turnê mundial são coisas distintas, ok? É show que não acaba mais!

DNA: MAIS DO MESMO? 

Quando lançado em 1999, o álbum Millennium, dos Backstreet Boys, vendeu incríveis 1.13 milhões de cópias apenas na primeira semana. DNA – lançado 20 anos depois – chega ao topo do ranking da Billboard, com a marca de 234 mil cópias comercializadas na semana da sua estreia. A indústria da música, de fato, mudou, mas será que a música em si teria mudado?

Backstreet Boys DNA AlbumDNA nada mais é que, essencialmente, um álbum pop. A banda revitaliza aquilo que eles fazem de melhor. Seus discos nunca foram obras primas, mas a escolha de seus singles sempre foi acertada. Em DNA isso se repete. As melhores canções do disco são justamente as que foram lançadas como músicas de trabalho até agora e carregam o disco para um lugar seguro.

No Place, por exemplo, é uma das queridinhas dos fãs. O videoclipe traz os cinco integrantes em momentos com suas famílias, filhos. É uma faixa cativante e faz você sentir ainda mais empatia pelo trabalho deles. Agora se você gosta de pop raiz, a música que abre os trabalhos é perfeita para isso. Don’t Go Breaking My Heart é moderna, atual, uma base eletrônica e é justamente a música do disco que foi colocada lá para tentar seu lugar ao sol nos charts. E o reconhecimento veio através de indicação por Melhor Performance POP de um Grupo, no Grammy 2019. O resultado a gente vai saber no próximo domingo.

Chances é outro tiro certo do álbum. O single fala da sorte de ter encontrado o possível amor da sua vida e como o sujeito da canção é grato por isso, de como as coisas dificilmente aconteceriam se o casal não tivesse se arriscado e estarem abertos ao amor. Pop escorrendo pelos poros.

Pra não falar que a gente não curtiu outras do disco, a faixa The Way it Was traz vocais muito afinados e calibrados. É lindo ver como cinco vozes se encaixam perfeitamente. E tem toda a atmosfera que músicas de bailinhos. Assim como a banda emite, a faixa é nostalgia pura. Cheateu é outra que não dá para pular. Coescrita por James Newman (Little Mix, Rudimental, Ed Sheeran) explora – assertivamente – uma melodia que facilmente seria encontrada em discos de R&B. Ponto positivo.

Escutar um disco pop é quase sempre previsível. Você, antes das coisas acontecerem, consegue imaginar em que momento vai entrar o refrão, as harmonias alinhadas. Então não espere nada inovador. Apenas ouça e se divirta, afinal música pop serve para isso: pra entreter.

Backstreet Boys e a marca de nenhum single número 1

Os Backstreet Boys são considerados por muitos a maior boyband que este planeta já viu. Claro que não tão levando em consideração os Beatles. Mas sendo um dos grupos de maior sucesso da história da música pop, um dado chama atenção por sua incredulidade.

Com mais de 30 singles lançados em 25 anos de carreira, os Backstreet Boys não possuem um single sequer no topo do Hot 100 da Billboard, o ranking mais cobiçado e importante do mercado da música.

Se você acha que I Want it That Way é o single que teria alcançado a melhor posição da parada, prepare-se. O mega hit atingiu o pico na sexta posição, ficando atrás de hits como All I Have to Give (quinto lugar) e Quit Playing Games (With My Heart), que atingiu a segunda posição do Hot 100 em 1996.

Se engana quem pensa que não ter hits #1 no ranking da Billboard é exclusividade dos Backstreet Boys. Tão grande quanto a boyband, outro grupo quase que estratosférico – o N’Sync – conseguiu o feito apenas uma única vez com It’s Gonna Be Me, em 2000. Saindo do POP, bandas muito populares como Red Hot Chilli Peppers e Green Day nunca estiveram na posição mais alta da Billboard Hot 100.

Tagged with: