A volta “aguardada” das Pussycat Dolls

Pussycat Dolls Return

Quase dez anos separam o anúncio do fim definitivo das Pussycat Dolls para o do retorno que inclui novo single, um possível EP e uma turnê que pode ser a última da carreira das meninas que marcaram presença nos charts na década de 2000.

Será que esse retorno ainda faz sentido e realmente é aguardado pelos fãs?

O RETORNO DAS PUSSYCAT DOLLS

As Pussycat Dolls tem uma série de hits que agitaram a indústria da música em meados dos anos 2000. Singles como Don’t Cha, Buttons e Stickwitu marcaram presença em diversos rankings ao redor do mundo e fez com que a girlband se tornasse uma das mais populares em todo o planeta.

Após diversos rumores de desentendimento, as integrantes anunciaram, em 2010, com apenas dois discos lançados, o fim do grupo. Mas em novembro passado, as Pussycat Dolls finalmente deram o presente que os fãs estavam aguardando: o retorno.

Mas o que é bom dura pouco. O tão aguardado retorno não é um retorno definitivo. As meninas devem ficar juntas apenas durante alguns meses deste ano de 2020 para promover a turnê que passará pelo Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, em abril. E o Brasil? Novidades serão anunciadas muito em breve. #RealOficial. Mas não espere um show completo da turnê por aqui, ok? #FicaADica.

O primeiro passo do retorno foi dado no final do ano com a apresentação da girlband no The X-Factor inglês, onde Nicole Scherzinger, é uma das juradas. Aliás foi essa a função que a cantora mais exerceu ao longo da última década. O segundo movimento foi o lançamento, na semana passada, do primeiro single em mais de uma década: React que está disponível em todas plataformas de streaming.

E como anda a recepção dos fãs com o novo material? No Spotify a faixa React acumula pouco mais de 2 milhões de streams (até a publicação deste artigo). Importante ressaltar que a cidade que mais ouve Pussycat Dolls no mundo é São Paulo!  No Youtube, o video acumula cerca de 6,5 milhões de views em 5 dias do lançamento. E, de acordo com o Official Charts, a canção tem tudo para ser a melhor estreia da semana no ranking oficial do Reino Unido. Aguardaremos a divulgação dos rankings oficiais nos próximos dias!

E a turnê? Os shows, no Reino Unido, serão em arenas. Serão apenas 10 shows por lá, sendo que apenas um deles está esgotado, o de Londres que acabou gerando a inclusão de uma nova data. Em todos os outros locais anunciados, há ingressos à venda desde dezembro.

O LADO LUCRATIVO DOS REENCONTROS

Reunions sempre farão algum barulho. Tivemos vários exemplos recentes de retornos que foram muito bem sucedidos como a turnê triunfal das Spice Girls e o retorno dos Jonas Brothers. E por que as Pussycat Dolls não poderiam aproveitar disso?

Antes de mais nada, precisamos lembrar que a música é um produto e é um produto que precisa fazer dinheiro. Precisamos ser frios e não dá para acreditar que os retornos são feitos apenas para alegrar os fãs órfãos desesperados que imploram para que bandas ou grupos desmantelados voltem à ativa. O retorno só vai acontecer se fizer sentido ($$$$) na vida do nosso artista favorito.

Ninguém precisa dizer que a relação das integrantes do Pussycat Dolls sempre foi um fiasco. Sempre foi assim. A mídia sempre fe questão de ressaltar as brigas internas e a insatisfação das meninas com a relevância que Nicole Scherzinger ganhou durante toda a existência da girl band. Mas para levantar uma grana, elas decidiram colocar as diferenças de lado e fazer um esforço para o bem comum. E assim será.

Estima-se que a turnê de retorno das Pussycat Dolls deva faturar algo em torno de 5 milhões de libras, algo em torno de R$ 30 milhões de reais. Outra fonte de renda das integrantes será através de acordos comerciais e campanhas publicitárias que deverão coincidir com as datas da turnê.

A “PRAGA” DAS PUSSYCAT DOLLS

Nicole Scherzinger é o nome que sempre carregou as Pussycat Dolls nas costas e não vamos entrar no mérito de que as outras integrantes tem talento de sobra, mas o fato de Nicole se sobressair diante as outras sempre foi motivo de discussão e, até mesmo, do fim do grupo.

Fato é que Nicole sempre foi a líder e as demais integrantes não passaram de meras coadjuvantes. E isso fez com que Nicole criasse a confiança necessária para que investisse na sua carreira solo quando ainda tinha apenas um disco lançado com o grupo. Erro número 1.

Seu primeiro single solo, Whatever You Like, que traz a participação do rapper T.I sequer entrou no Hot 100 da Billboard. O pico no ranking norte-americano foi a amarga 104a. posição. Antes disso, Nicole tinha gravado participação em singles de outros artistas que chegaram a ir bem em alguns mercados – Come to Me com Diddy chegou ao #9 nos EUA e #4 no Reino Unido – mas como explicar o flop do seu primeiro single solo de fato?

O maior mercado fonográfico do planeta, o norte-americano, praticamente virou as costas para Nicole. Nenhum single emplacou e sua melhor posição foi com Right There (2011), parceria com 50 Cent que chegou ao número 39. A canção faz parte do primeiro disco solo da cantora, o Killer Love, que chegou a virar piada nas redes pela demora do seu lançamento. O disco chegou a ser anunciado para 2007, mas só chegou ao mercado em 2011.

Mas nem tudo é um caso perdido. Se nos Estados Unidos Nicole não tem nenhum feito relevante fora das Pussycat Dolls, na Inglaterra ela até tem alguns marcos para comemorar. Seu primeiro disco atingiu a oitava posição dos álbuns mais vendidos e o segundo, Big Fat Lie, entrou para o top 20. Já entre os singles, a cantora tem 5 hits no Top 10, sendo que um deles chegou a bater a primeira posição. Don’t Hold Your Breath atingiu o topo do ranking, em 2011. O último top 10 rolou em 2014 com o single Your Love.

Apesar de um sucesso moderado na Inglaterra, Nicole nunca emplacou algo em escala global. E muita gente chegou a questionar a relevância da cantora fora das Pussycat Dolls, enquanto os fãs começaram a fazer inúmeras petições para que a girlband retornasse.

Será que o flop da carreira solo foi “praga” das demais integrantes?


Do nosso lado só resta torcer para que as cinco integrantes das Pussycat Dolls se animem e lancem algo mais definitivo como um novo álbum. E, claro, anunciem logo o que tem pra anunciar aqui no Brasil já que tem uma galera – inclusive a gente – aguardando já faz bastante tempo.